PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE NA MULHER IDOSA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
INTRODUÇÃO A osteoporose é um distúrbio osteometabólico que resulta em reduzida massa óssea e deteriorização da micro-arquitetura do tecido ósseo, levando a fragilidade mecânica e conseqüentemente predisposição a fraturas; sendo considerada uma das doenças crônicas degenerativas mais comuns nos idos...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
2011-01-01
|
| Series: | Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://200.156.24.158/cuidadofundamental/article/view/1063 |
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|---|---|
| author | Liliane Pinheiro de Mello Helena Ferraz Gomes Mirian da Costa Lindolpho Geilsa Soraia Cavalcanti Valente Selma Petra Chaves Sá. |
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| collection | DOAJ |
| description | INTRODUÇÃO
A osteoporose é um distúrbio osteometabólico que resulta em reduzida massa óssea e deteriorização da micro-arquitetura do tecido ósseo, levando a fragilidade mecânica e conseqüentemente predisposição a fraturas; sendo considerada uma das doenças crônicas degenerativas mais comuns nos idosos. Ela acomete geralmente mulheres, principalmente após a menopausa, pois essas tendem após a menopausa a terem o enfraquecimento dos ossos de forma intensa, devido à perda de estrogênio; enquanto os homens possuem uma estrutura óssea mais forte e a queda hormonal é pequena em relação à mulher. A principal complicação da osteoporose consiste nas fraturas que podem ocorrer mais freqüentemente nas vértebras, punho e colo do fêmur. A maioria dessas produzem mudanças esqueléticas como deformações e diminuição da estatura, com um componente doloroso, invalidez e até morte. Muitos são os fatores de riscos que estão envolvidos na predisposição da ocorrência à osteoporose, a identificação desses torna-se importante para elaboração das medidas preventivas. Assim, temos fatores de risco à osteoporose não modificáveis que são: idade avançada, sexo feminino, raça branca, história familiar de osteoporose, historia familiar de fratura de quadril, intolerância lactose, desordens osteometabólicas; e os fatores modificáveis que são: fumo, ingestão baixa de cálcio e de vitamina D, baixa exposição solar, sedentarismo, índice de massa corporal baixo, depressão, estresse e corticoterapia. O tratamento da osteoporose se torna muitas das vezes doloroso e com ônus elevado devido o tratamento da maioria das fraturas osteoporóticas serem demoradas. Além disso, a pouca informação sobre a doença torna-se um fator dificultador no controle e tratamento. Com isso fica mais eficaz prevenir a osteoporose do que tratá-la. Sendo assim, a realização de exercícios físicos, a alimentação rica em cálcio, e a exposição solar por um determinado tempo do dia são algumas medidas a serem adotadas na prevenção da osteoporose. Além disso, a National Osteoporosis Foundation (NOF) recomenda que todos os homens e mulheres acima de 65 anos realizam a desintometria óssea como medida de prevenção e promoção à saúde. Considerando a educação em saúde uma prática que estimula o desenvolvimento da consciência crítica das causas, dos problemas e das ações necessárias para a melhoria das condições da clientela; propôs desenvolver uma atividade educativa para estimular a promoção do autocuidado das idosas na prevenção à osteoporose, constituindo em uma estratégia para aumentar a qualidade de vida.
OBJETIVOS
Fazer um relato de experiência sobre o desenvolvimento de uma atividade de promoção da saúde e prevenção da osteoporose com idosas participantes do Projeto de extensão: “A enfermagem na atenção à saúde do idoso e seus cuidadores”.
METODOLOGIA
Trata-se de um relato de experiência sobre o “Dia da promoção da saúde e prevenção à osteoporose”, realizado no projeto de extensão: ”A enfermagem na atenção a saúde dos idosos e seus cuidadores”, no dia 1 de julho de 2010, desenvolvido a partir do projeto de pesquisa: “A consulta de enfermagem como estratégia de promoção da saúde e prevenção à osteoporose na mulher idosa”. Sendo utilizada a metodologia de pesquisa-ação crítica, o método construtivista e participativo. A atividade teve demanda espontânea, porém sendo definidas como público-alvo as mulheres idosas. No decorrer do evento foi realizada uma discussão do assunto, com presença de dinâmicas como um alongamento e a “dinâmica do sinal”; sendo distribuído ao final do evento um folder explicativo, um instrumento de avaliação do evento; e oferecido uma mesa contendo alimentos que preveni a osteoporose.
RESULTADOS
De acordo com as falas das idosas, observou que essas tinham um conhecimento prévio sobre a osteoporose, mas desconheciam alguns métodos de diagnóstico da osteoporose, a maneira de utilizar a terapia medicamentosa do tratamento da osteoporose, alguns fatores de riscos inerentes a doença, e algumas das principais medidas preventivas, como os alimentos essenciais na prevenção à osteoporose. Sendo que 100% das idosas após o evento sabiam responder sobre as medidas preventivas da osteoporose e consideraram o evento muito bom no conhecimento de novas informações referentes à osteoporose.
CONCLUSÕES
Conclui-se que a situação vivenciada, que propôs relatar à experiência do desenvolvimento da atividade educativa de promoção da saúde e prevenção a osteoporose com as idosas revelou a importância da educação em saúde como estratégia na prevenção dos agravos e na conscientização da clientela para uma melhoria na qualidade de vida diante à doença. Assim, os profissionais da saúde devem investir na realização de atividades educativas de caráter crítico e dinâmico, que atraem a clientela participante como forma de promover a saúde na prevenção das doenças, principalmente a clientela idosa que se encontra mais suscetíveis a diversas doenças.
REFERÊNCIAS
1. Frazão P, Naveira M. Prevalência de osteoporose: uma revisão crítica. Rev.Bras.epidemiol. 2006 jun; 9(2): 206-14.
2. Filho ETC, Netto MP. Geriatria. Fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo. Ed. Atheneu, 2°ed., 2006.
3. Yazbek MA, Neto JFM. Osteoporose e outras doenças osteometabólicas no idoso. Einstein 2008; 6 (1 sup.): S74-S8.
4. Carvalho CMRG, Fonseca CCC, Pedrosa JI. Educação para saúde em osteoporose com idosos de um programa universitário: repercussões. Cad. Saúde Pública 2004 mai-jun; 20(3): 719-26.
5. Zazula FC, Pereira MAS. Fisiopatologia da osteoporose e o exercício físico como medida preventiva. Arq.Ciênc. Saúde Unipar 2003 set./dez.; 7(3): 269-75.
6. Costa-Paiva L, Horovitz AP, Santos AO, Fonsechi-Carvasan GA, Pinto-Neto AM. Prevalência de osteoporose em mulheres na pós menopausa e associação com fatores clínicos e reprodutivos. Rev.Bras.Ginecol.Obstet. 2003 aug; 25(7): 507-12. |
| format | Article |
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| publisher | Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro |
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| series | Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online |
| spelling | doaj-art-b8582b9da6bb4983bc58125eefa1822b2025-08-20T02:20:21ZengUniversidade Federal do Estado do Rio de JaneiroRevista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online1809-61072175-53612011-01-01PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE NA MULHER IDOSA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.Liliane Pinheiro de Mello0Helena Ferraz Gomes1Mirian da Costa Lindolpho2Geilsa Soraia Cavalcanti Valente3Selma Petra Chaves Sá.4Universidade Federal FluminenseUniversidade Federal FluminenseUniversidade Federal FluminenseUniversidade Federal FluminenseUnivesidade Federal FluminenseINTRODUÇÃO A osteoporose é um distúrbio osteometabólico que resulta em reduzida massa óssea e deteriorização da micro-arquitetura do tecido ósseo, levando a fragilidade mecânica e conseqüentemente predisposição a fraturas; sendo considerada uma das doenças crônicas degenerativas mais comuns nos idosos. Ela acomete geralmente mulheres, principalmente após a menopausa, pois essas tendem após a menopausa a terem o enfraquecimento dos ossos de forma intensa, devido à perda de estrogênio; enquanto os homens possuem uma estrutura óssea mais forte e a queda hormonal é pequena em relação à mulher. A principal complicação da osteoporose consiste nas fraturas que podem ocorrer mais freqüentemente nas vértebras, punho e colo do fêmur. A maioria dessas produzem mudanças esqueléticas como deformações e diminuição da estatura, com um componente doloroso, invalidez e até morte. Muitos são os fatores de riscos que estão envolvidos na predisposição da ocorrência à osteoporose, a identificação desses torna-se importante para elaboração das medidas preventivas. Assim, temos fatores de risco à osteoporose não modificáveis que são: idade avançada, sexo feminino, raça branca, história familiar de osteoporose, historia familiar de fratura de quadril, intolerância lactose, desordens osteometabólicas; e os fatores modificáveis que são: fumo, ingestão baixa de cálcio e de vitamina D, baixa exposição solar, sedentarismo, índice de massa corporal baixo, depressão, estresse e corticoterapia. O tratamento da osteoporose se torna muitas das vezes doloroso e com ônus elevado devido o tratamento da maioria das fraturas osteoporóticas serem demoradas. Além disso, a pouca informação sobre a doença torna-se um fator dificultador no controle e tratamento. Com isso fica mais eficaz prevenir a osteoporose do que tratá-la. Sendo assim, a realização de exercícios físicos, a alimentação rica em cálcio, e a exposição solar por um determinado tempo do dia são algumas medidas a serem adotadas na prevenção da osteoporose. Além disso, a National Osteoporosis Foundation (NOF) recomenda que todos os homens e mulheres acima de 65 anos realizam a desintometria óssea como medida de prevenção e promoção à saúde. Considerando a educação em saúde uma prática que estimula o desenvolvimento da consciência crítica das causas, dos problemas e das ações necessárias para a melhoria das condições da clientela; propôs desenvolver uma atividade educativa para estimular a promoção do autocuidado das idosas na prevenção à osteoporose, constituindo em uma estratégia para aumentar a qualidade de vida. OBJETIVOS Fazer um relato de experiência sobre o desenvolvimento de uma atividade de promoção da saúde e prevenção da osteoporose com idosas participantes do Projeto de extensão: “A enfermagem na atenção à saúde do idoso e seus cuidadores”. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência sobre o “Dia da promoção da saúde e prevenção à osteoporose”, realizado no projeto de extensão: ”A enfermagem na atenção a saúde dos idosos e seus cuidadores”, no dia 1 de julho de 2010, desenvolvido a partir do projeto de pesquisa: “A consulta de enfermagem como estratégia de promoção da saúde e prevenção à osteoporose na mulher idosa”. Sendo utilizada a metodologia de pesquisa-ação crítica, o método construtivista e participativo. A atividade teve demanda espontânea, porém sendo definidas como público-alvo as mulheres idosas. No decorrer do evento foi realizada uma discussão do assunto, com presença de dinâmicas como um alongamento e a “dinâmica do sinal”; sendo distribuído ao final do evento um folder explicativo, um instrumento de avaliação do evento; e oferecido uma mesa contendo alimentos que preveni a osteoporose. RESULTADOS De acordo com as falas das idosas, observou que essas tinham um conhecimento prévio sobre a osteoporose, mas desconheciam alguns métodos de diagnóstico da osteoporose, a maneira de utilizar a terapia medicamentosa do tratamento da osteoporose, alguns fatores de riscos inerentes a doença, e algumas das principais medidas preventivas, como os alimentos essenciais na prevenção à osteoporose. Sendo que 100% das idosas após o evento sabiam responder sobre as medidas preventivas da osteoporose e consideraram o evento muito bom no conhecimento de novas informações referentes à osteoporose. CONCLUSÕES Conclui-se que a situação vivenciada, que propôs relatar à experiência do desenvolvimento da atividade educativa de promoção da saúde e prevenção a osteoporose com as idosas revelou a importância da educação em saúde como estratégia na prevenção dos agravos e na conscientização da clientela para uma melhoria na qualidade de vida diante à doença. Assim, os profissionais da saúde devem investir na realização de atividades educativas de caráter crítico e dinâmico, que atraem a clientela participante como forma de promover a saúde na prevenção das doenças, principalmente a clientela idosa que se encontra mais suscetíveis a diversas doenças. REFERÊNCIAS 1. Frazão P, Naveira M. Prevalência de osteoporose: uma revisão crítica. Rev.Bras.epidemiol. 2006 jun; 9(2): 206-14. 2. Filho ETC, Netto MP. Geriatria. Fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo. Ed. Atheneu, 2°ed., 2006. 3. Yazbek MA, Neto JFM. Osteoporose e outras doenças osteometabólicas no idoso. Einstein 2008; 6 (1 sup.): S74-S8. 4. Carvalho CMRG, Fonseca CCC, Pedrosa JI. Educação para saúde em osteoporose com idosos de um programa universitário: repercussões. Cad. Saúde Pública 2004 mai-jun; 20(3): 719-26. 5. Zazula FC, Pereira MAS. Fisiopatologia da osteoporose e o exercício físico como medida preventiva. Arq.Ciênc. Saúde Unipar 2003 set./dez.; 7(3): 269-75. 6. Costa-Paiva L, Horovitz AP, Santos AO, Fonsechi-Carvasan GA, Pinto-Neto AM. Prevalência de osteoporose em mulheres na pós menopausa e associação com fatores clínicos e reprodutivos. Rev.Bras.Ginecol.Obstet. 2003 aug; 25(7): 507-12.http://200.156.24.158/cuidadofundamental/article/view/1063Osteoporoseidosoeducação em saúde. |
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