A “Dupla Dinâmica”: O Novo Manejo no Tratamento Medicamentoso da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Levemente Reduzida ou Preservada

Resumo O “Quarteto Fantástico”, termo criado em 2021 para se referir aos quatro pilares medicamentosos no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (betabloqueadores, inibidores do sistema renina-angiotensina e neprilisina, antagonistas do receptor de mineralocorticoide e in...

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Main Authors: Plínio José Whitaker Wolf, Edileide Barros Correia, João Manoel Rossi Neto, Marco Aurelio Finger, Carolina Casadei Santos, Marcos de Oliveira Vasconcellos, Larissa Ventura Ribeiro Bruscky, Ana Cristina de Souza Murta, Yoná Afonso Francisco, Fabiano Castro Albrecht, Juliana Jangelavicin Barbosa, Eduardo Mikio Sassaki, Bruno Noshang Blaas, Bianca Fernandes Távora Arruda, Fernanda de Brito Fortuna, Victor Bemfica de Mello Mattos
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) 2025-05-01
Series:Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2025000500401&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo O “Quarteto Fantástico”, termo criado em 2021 para se referir aos quatro pilares medicamentosos no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (betabloqueadores, inibidores do sistema renina-angiotensina e neprilisina, antagonistas do receptor de mineralocorticoide e inibidores do cotransportador de sódio e glicose II, ou iSGLT2), apresenta excelente desempenho na redução de morbimortalidade nesse cenário. No entanto, no caso da insuficiência cardíaca com fração de ejeção levemente reduzida ou preservada, os mesmos benefícios não foram observados com esse tratamento em conjunto, restando, por muitos anos, apenas o uso de diuréticos e o controle de comorbidades como manejo recomendado nesse contexto. Contudo, recentemente, novas opções terapêuticas demonstraram eficácia na redução dos desfechos cardiovasculares nesse grupo específico da insuficiência cardíaca com fração de ejeção levemente reduzida ou preservada: a “Dupla Dinâmica” composta pelos iSGLT2 e Finerenona, além despontamento da semaglutida como tratamento “coringa” para essa condição associada à obesidade. Embora ainda seja necessária a busca por novas opções terapêuticas que reduzam, de fato, a mortalidade geral nesse contexto, esses novos tratamentos impactaram efetivamente a diminuição da hospitalização e dos sintomas desses pacientes. Por isso, inicia-se uma nova era no manejo da insuficiência cardíaca.
ISSN:1678-4170