“Os adolescentes não aderem”: encontros e desencontros de cuidados em saúde mental para adolescentes no CAPS AD

A adesão de adolescentes aos cuidados ofertados nos serviços de saúde mental tem se apresentado como um desafio na realidade brasileira. Somado às questões socioculturais, econômicas, políticas e aos determinantes sociais da saúde, este desafio se incrementa e produz muitas inquietações. Ante este d...

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Main Authors: Bruna Maria Stoski, Ana Paula Müller de Andrade
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná 2024-12-01
Series:Revista de Saúde Pública do Paraná
Subjects:
Online Access:http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/105
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Description
Summary:A adesão de adolescentes aos cuidados ofertados nos serviços de saúde mental tem se apresentado como um desafio na realidade brasileira. Somado às questões socioculturais, econômicas, políticas e aos determinantes sociais da saúde, este desafio se incrementa e produz muitas inquietações. Ante este desafio e inquietações, esta pesquisa com adolescentes teve como objetivo compreender as possíveis dificuldades de adesão ao tratamento ofertado nos serviços de saúde mental. A metodologia utilizada foi a pesquisa - intervenção, com a utilização da observação participante e do diário de campo. Os participantes foram três adolescentes que acessaram o serviço no ano de 2021. A partir de cinco encontros registrados no diário de campo, foram produzidos quatro analisadores. O primeiro analisador foi denominado “Adolescências: processos complexos e diversos”, onde abordou-se as diferentes formas de ser adolescente no contexto brasileiro, o perfil e aspectos como escolarização, trabalho, direitos e classe social dos adolescentes participantes. O segundo, denominado “CAPS Ad: que lugar é esse?”, discute o estranhamento dos adolescentes com relação à proposta do serviço e a relação desse estranhamento com a forma como o serviço se apresenta neste momento de pandemia de COVID19 bem como com a necessidade de adequação de um espaço destinado a esse público. O terceiro analisador “Itinerários de cuidado: (im)possibilidades”, apresenta os caminhos de cuidado dos adolescentes, incluindo os modos de acesso ao serviço e a internação psiquiátrica como um dos recursos utilizados. O último analisador "Possíveis caminhos: território e intersetorialidade” propõe pensar estratégias que possibilitem o cuidado destes adolescentes, a partir da potência do território e de ações intersetoriais. Por fim, considerou-se que a intersetorialidade e o território são caminhos possíveis para promover cuidado em saúde mental para os/as adolescentes. Além disso, a promoção de saúde e a redução de danos são elementos transversais para o cuidado de adolescentes usuários de drogas. Destaca-se, ainda, a importância de produzir intervenções participativas com os adolescentes, no sentido de promover o protagonismo juvenil.
ISSN:2595-4474
2595-4482