Oficina de Música:
O presente ensaio teórico objetivou discutir possíveis correspondências entre a ideia do jogo na perspectiva piagetiana e a compreensão da música como jogo em contexto de oficinas musicais. No entendimento do jogo no desenvolvimento do sujeito, relaciona-mos dois teóricos: Piaget (1896-1980) e Swan...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
2013-09-01
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| Series: | Schème: Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/scheme/article/view/3180 |
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| author | Leandro Augusto dos Reis Francismara Neves de Oliveira |
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| collection | DOAJ |
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O presente ensaio teórico objetivou discutir possíveis correspondências entre a ideia do jogo na perspectiva piagetiana e a compreensão da música como jogo em contexto de oficinas musicais. No entendimento do jogo no desenvolvimento do sujeito, relaciona-mos dois teóricos: Piaget (1896-1980) e Swanwick (1937-) quanto à visão dinâmica do desenvolvimento, concebida em espiral. Para Swanwick (1991), a música é uma forma de jogo que compreende três condutas lúdicas: domínio, imitação e jogo imaginativo. O sujeito pode manter sua relação com a música ao desempenhar três papéis distintos: criador: compositor ou improvisador; intérprete: instrumentista ou cantor e participan-te: ao apreciar uma música, ao assistir a um espetáculo, entre outros. Para Piaget (1946; 1975), o jogo requer a aplicação da estrutura cognitiva por parte do sujeito, a qual sofre contínuos e progressivos aprimoramentos pelo processo de equilibração. O jogo nesta perspectiva oferece um ambiente propício à instalação do conflito cognitivo, da cons-trução de estratégias e autorregulações, imprescindíveis ao progresso da estrutura de pensamento. Ao relacionarmos esses dois teóricos na compreensão da música como jogo, pudemos perceber correspondência entre o modo de compreender o desenvolvi-mento do sujeito como dinâmico e circularmente dialético (PIAGET, 1980) e o fazer musical criativo, tal como concebido por Swanwick (2003), Schafer (1991), Gainza (1983) e Koellreutter (1997) o que nos permitiu analisar o papel fundamental da com-posição musical. Nesse entendimento, as oficinas constituem-se um importante espaço para vivenciar a música por meio de jogos que possibilitem um fazer musical criativo e crítico.
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| format | Article |
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| institution | OA Journals |
| issn | 1984-1655 |
| language | Portuguese |
| publishDate | 2013-09-01 |
| publisher | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| record_format | Article |
| series | Schème: Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas |
| spelling | doaj-art-b5cd7efed35947ecae9fcc975f6dae332025-08-20T01:59:53ZporUniversidade Estadual Paulista (UNESP)Schème: Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas1984-16552013-09-015110.36311/1984-1655.2013.v5n1.p147-168Oficina de Música:Leandro Augusto dos Reis0Francismara Neves de Oliveira1Universidade Estadual de LondrinaUniversidade Estadual de Londrina O presente ensaio teórico objetivou discutir possíveis correspondências entre a ideia do jogo na perspectiva piagetiana e a compreensão da música como jogo em contexto de oficinas musicais. No entendimento do jogo no desenvolvimento do sujeito, relaciona-mos dois teóricos: Piaget (1896-1980) e Swanwick (1937-) quanto à visão dinâmica do desenvolvimento, concebida em espiral. Para Swanwick (1991), a música é uma forma de jogo que compreende três condutas lúdicas: domínio, imitação e jogo imaginativo. O sujeito pode manter sua relação com a música ao desempenhar três papéis distintos: criador: compositor ou improvisador; intérprete: instrumentista ou cantor e participan-te: ao apreciar uma música, ao assistir a um espetáculo, entre outros. Para Piaget (1946; 1975), o jogo requer a aplicação da estrutura cognitiva por parte do sujeito, a qual sofre contínuos e progressivos aprimoramentos pelo processo de equilibração. O jogo nesta perspectiva oferece um ambiente propício à instalação do conflito cognitivo, da cons-trução de estratégias e autorregulações, imprescindíveis ao progresso da estrutura de pensamento. Ao relacionarmos esses dois teóricos na compreensão da música como jogo, pudemos perceber correspondência entre o modo de compreender o desenvolvi-mento do sujeito como dinâmico e circularmente dialético (PIAGET, 1980) e o fazer musical criativo, tal como concebido por Swanwick (2003), Schafer (1991), Gainza (1983) e Koellreutter (1997) o que nos permitiu analisar o papel fundamental da com-posição musical. Nesse entendimento, as oficinas constituem-se um importante espaço para vivenciar a música por meio de jogos que possibilitem um fazer musical criativo e crítico. https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/scheme/article/view/3180Educação, Educação Musical, Psicologia da Música, Jogos, Oficina de Música. |
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