O elemento prescritivo no fenômeno moral: desacordos entre Kant e Schopenhauer
Este artigo desenvolve-se em três seções. Na primeira seção, examina-se o desacordo manifestado por Schopenhauer em relação à Ética kantiana naquilo que tange à linguagem prescritiva da moral. Neste ponto, o desacordo surge por Schopenhauer julgar inadmissível atribuir qualquer função moralizante à...
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| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2020-09-01
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| Series: | Ethic@: an International Journal for Moral Philosophy |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/ethic/article/view/72064 |
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| author | Rogério Moreira Orrutea Filho Aguinaldo Pavão |
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Este artigo desenvolve-se em três seções. Na primeira seção, examina-se o desacordo manifestado por Schopenhauer em relação à Ética kantiana naquilo que tange à linguagem prescritiva da moral. Neste ponto, o desacordo surge por Schopenhauer julgar inadmissível atribuir qualquer função moralizante à filosofia, a qual, na visão do filósofo, deve permanecer puramente teórica e contemplativa. Entretanto, em nossa análise é mostrado que Kant não manifestou semelhante pretensão moralizadora. Na segunda seção, discute-se a tese schopenhaueriana de que a linguagem prescritiva teria origem na moral teológica, o que confirmaria, na visão de Schopenhauer, não só a contingência da relação entre os conceitos de moral e de dever, mas, em uma análise mais profunda, até mesmo a incompatibilidade entre ambos. Na terceira seção, argumentamos que, apesar de explicitamente negar o estatuto moral ao conceito de dever, a Ética de Schopenhauer implicitamente afirma-o. O motivo desta afirmação implícita se sustentaria sobre o fato inelutável de que os fenômenos morais são intrinsecamente prescritivos.
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| institution | Kabale University |
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| publishDate | 2020-09-01 |
| publisher | Universidade Federal de Santa Catarina |
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| spelling | doaj-art-b5b6da4f6a974012aa028bdb5e21f8e02025-08-20T03:41:58ZengUniversidade Federal de Santa CatarinaEthic@: an International Journal for Moral Philosophy1677-29542020-09-0119210.5007/1677-2954.2020v19n2p418O elemento prescritivo no fenômeno moral: desacordos entre Kant e SchopenhauerRogério Moreira Orrutea Filho0https://orcid.org/0000-0001-6756-9603Aguinaldo Pavão1Faculdade Dom Bosco; Universidade Estadual de Londrina, Londrina, P.R.Universidade Estadual de Londrina, Londrina, P.R. Este artigo desenvolve-se em três seções. Na primeira seção, examina-se o desacordo manifestado por Schopenhauer em relação à Ética kantiana naquilo que tange à linguagem prescritiva da moral. Neste ponto, o desacordo surge por Schopenhauer julgar inadmissível atribuir qualquer função moralizante à filosofia, a qual, na visão do filósofo, deve permanecer puramente teórica e contemplativa. Entretanto, em nossa análise é mostrado que Kant não manifestou semelhante pretensão moralizadora. Na segunda seção, discute-se a tese schopenhaueriana de que a linguagem prescritiva teria origem na moral teológica, o que confirmaria, na visão de Schopenhauer, não só a contingência da relação entre os conceitos de moral e de dever, mas, em uma análise mais profunda, até mesmo a incompatibilidade entre ambos. Na terceira seção, argumentamos que, apesar de explicitamente negar o estatuto moral ao conceito de dever, a Ética de Schopenhauer implicitamente afirma-o. O motivo desta afirmação implícita se sustentaria sobre o fato inelutável de que os fenômenos morais são intrinsecamente prescritivos. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ethic/article/view/72064 |
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