PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico da mortalidade hospitalar por síndromes mielodisplásicas (SMD) no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Materiais e métodos: Estudo ecológico, realizado em maio de 2024, utilizando dados públicos referentes à mortalidade hospitalar por SMD no Esta...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: MER Cavalcanti, ECSC Barros, JRDS Evangelista, CA Felippe, ML Kann, CR Almeida, LP Oliveira, TA Pinto, VF Martins, E Bruno-Riscarolli
Format: Article
Language:English
Published: Elsevier 2024-10-01
Series:Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Online Access:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924011106
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
_version_ 1850182457955975168
author MER Cavalcanti
ECSC Barros
JRDS Evangelista
CA Felippe
ML Kann
CR Almeida
LP Oliveira
TA Pinto
VF Martins
E Bruno-Riscarolli
author_facet MER Cavalcanti
ECSC Barros
JRDS Evangelista
CA Felippe
ML Kann
CR Almeida
LP Oliveira
TA Pinto
VF Martins
E Bruno-Riscarolli
author_sort MER Cavalcanti
collection DOAJ
description Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico da mortalidade hospitalar por síndromes mielodisplásicas (SMD) no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Materiais e métodos: Estudo ecológico, realizado em maio de 2024, utilizando dados públicos referentes à mortalidade hospitalar por SMD no Estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2013 a 2022. Os dados públicos foram obtidos do Sistema de Informação Sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SIM/SUS) e as variáveis selecionadas foram: sexo e faixa etária. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados. Resultados: Ao todo foram registrados 1233 óbitos por SMD no estado do Rio de Janeiro, sendo 49% do sexo masculino e 51% do sexo feminino. Em relação à faixa etária o maior número foi registrado entre pacientes com 80 anos ou mais, seguida da faixa de 70 a 79, com 44.3% e 28.2%, respectivamente. A maior mortalidade entre pacientes do sexo masculino e do sexo feminino ocorreu nessas faixas de idade. Entre os pacientes com 1 a 29 anos, a taxa de mortalidade registrada foi de apenas 1.5%, sendo a menor na faixa de 1 a 4 anos em ambos os sexos. Discussão: A distribuição dos óbitos por SMD, com um total de 1233 casos, demonstra que a mortalidade por essas condições têm prevalência elevada em faixas etárias avançadas. A quase igualdade na distribuição entre os sexos indica que, ao contrário de outras condições hematológicas nas quais pode haver uma predominância de um sexo sobre o outro, as SMD afetam homens e mulheres de forma bastante equitativa. No entanto, o fato de que a maior mortalidade ocorre em idades avançadas destaca a possibilidade de se considerar a idade como um fator de risco crucial para a mortalidade por SMD. Os dados também revelam que a mortalidade entre pacientes jovens é significativamente baixa, podendo estar relacionada com a menor incidência em populações jovens. A faixa etária de 1 a 4 anos apresentando a menor taxa de mortalidade entre as idades jovens pode sugerir que a SMD é menos prevalente ou menos severa nesta faixa etária, ou ainda que a detecção e manejo precoces contribuem para uma menor mortalidade. Conclusão: O estudo forneceu uma visão do perfil epidemiológico da mortalidade hospitalar por SMD no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. A prevalência significativa de óbitos em pacientes com 70 anos ou mais destaca a importância do envelhecimento como um fator de risco importante para essas condições. A distribuição quase equitativa entre os sexos sugere que as SMD têm um impacto similar em homens e mulheres. A baixa taxa de mortalidade entre os pacientes mais jovens pode refletir uma menor incidência ou melhores resultados de tratamento para essa faixa etária. Estes achados sublinham a necessidade de estratégias direcionadas para o manejo e prevenção, especialmente em populações idosas, e podem informar futuras pesquisas e políticas de saúde pública voltadas para a melhoria do manejo dessa condição.
format Article
id doaj-art-b59b5104d3be4d569ccc0dbd7b5bbf6a
institution OA Journals
issn 2531-1379
language English
publishDate 2024-10-01
publisher Elsevier
record_format Article
series Hematology, Transfusion and Cell Therapy
spelling doaj-art-b59b5104d3be4d569ccc0dbd7b5bbf6a2025-08-20T02:17:37ZengElsevierHematology, Transfusion and Cell Therapy2531-13792024-10-0146S46210.1016/j.htct.2024.09.777PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOSMER Cavalcanti0ECSC Barros1JRDS Evangelista2CA Felippe3ML Kann4CR Almeida5LP Oliveira6TA Pinto7VF Martins8E Bruno-Riscarolli9Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilUniversidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, RJ, BrasilObjetivos: Descrever o perfil epidemiológico da mortalidade hospitalar por síndromes mielodisplásicas (SMD) no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Materiais e métodos: Estudo ecológico, realizado em maio de 2024, utilizando dados públicos referentes à mortalidade hospitalar por SMD no Estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2013 a 2022. Os dados públicos foram obtidos do Sistema de Informação Sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SIM/SUS) e as variáveis selecionadas foram: sexo e faixa etária. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados. Resultados: Ao todo foram registrados 1233 óbitos por SMD no estado do Rio de Janeiro, sendo 49% do sexo masculino e 51% do sexo feminino. Em relação à faixa etária o maior número foi registrado entre pacientes com 80 anos ou mais, seguida da faixa de 70 a 79, com 44.3% e 28.2%, respectivamente. A maior mortalidade entre pacientes do sexo masculino e do sexo feminino ocorreu nessas faixas de idade. Entre os pacientes com 1 a 29 anos, a taxa de mortalidade registrada foi de apenas 1.5%, sendo a menor na faixa de 1 a 4 anos em ambos os sexos. Discussão: A distribuição dos óbitos por SMD, com um total de 1233 casos, demonstra que a mortalidade por essas condições têm prevalência elevada em faixas etárias avançadas. A quase igualdade na distribuição entre os sexos indica que, ao contrário de outras condições hematológicas nas quais pode haver uma predominância de um sexo sobre o outro, as SMD afetam homens e mulheres de forma bastante equitativa. No entanto, o fato de que a maior mortalidade ocorre em idades avançadas destaca a possibilidade de se considerar a idade como um fator de risco crucial para a mortalidade por SMD. Os dados também revelam que a mortalidade entre pacientes jovens é significativamente baixa, podendo estar relacionada com a menor incidência em populações jovens. A faixa etária de 1 a 4 anos apresentando a menor taxa de mortalidade entre as idades jovens pode sugerir que a SMD é menos prevalente ou menos severa nesta faixa etária, ou ainda que a detecção e manejo precoces contribuem para uma menor mortalidade. Conclusão: O estudo forneceu uma visão do perfil epidemiológico da mortalidade hospitalar por SMD no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. A prevalência significativa de óbitos em pacientes com 70 anos ou mais destaca a importância do envelhecimento como um fator de risco importante para essas condições. A distribuição quase equitativa entre os sexos sugere que as SMD têm um impacto similar em homens e mulheres. A baixa taxa de mortalidade entre os pacientes mais jovens pode refletir uma menor incidência ou melhores resultados de tratamento para essa faixa etária. Estes achados sublinham a necessidade de estratégias direcionadas para o manejo e prevenção, especialmente em populações idosas, e podem informar futuras pesquisas e políticas de saúde pública voltadas para a melhoria do manejo dessa condição.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924011106
spellingShingle MER Cavalcanti
ECSC Barros
JRDS Evangelista
CA Felippe
ML Kann
CR Almeida
LP Oliveira
TA Pinto
VF Martins
E Bruno-Riscarolli
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
Hematology, Transfusion and Cell Therapy
title PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
title_full PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
title_fullStr PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
title_full_unstemmed PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
title_short PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
title_sort perfil epidemiologico da mortalidade hospitalar por sindromes mielodisplasicas no estado do rio de janeiro nos ultimos 10 anos
url http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924011106
work_keys_str_mv AT mercavalcanti perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT ecscbarros perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT jrdsevangelista perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT cafelippe perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT mlkann perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT cralmeida perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT lpoliveira perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT tapinto perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT vfmartins perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos
AT ebrunoriscarolli perfilepidemiologicodamortalidadehospitalarporsindromesmielodisplasicasnoestadodoriodejaneironosultimos10anos