Saúde emocional de pais de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista
A saúde emocional de pais de crianças com deficiência tem sido discutida no campo científico, considerando que no exercício da parentalidade os genitores passam a ser cuidadores informais ao atuar na rotina dos filhos com necessidade de cuidados especializados. Sem formação na área da saúde, realiz...
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| Format: | Article |
| Language: | Spanish |
| Published: |
Universidade Estadual Paulista
2024-12-01
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| Series: | Doxa |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/19427 |
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| author | Caio Fernando Souza Nicolau Sandra Leal Calais Hugo Ferrari Cardoso |
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| collection | DOAJ |
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A saúde emocional de pais de crianças com deficiência tem sido discutida no campo científico, considerando que no exercício da parentalidade os genitores passam a ser cuidadores informais ao atuar na rotina dos filhos com necessidade de cuidados especializados. Sem formação na área da saúde, realizam os cuidados de higiene, alimentação, locomoção, administram medicações, formam o elo com a equipe formal de saúde e oferecem suporte emocional para a pessoa cuidada. Nos cuidados da criança diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), as adversidades se relacionam as diferentes apresentações clínicas deste transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por atrasos em variados marcadores do desenvolvimento geralmente percebidos nos primeiros quatro anos de vida. Para além das dificuldades dos filhos, os responsáveis podem enfrentar desafios pessoais como estresse, redução da qualidade de vida, ansiedade e depressão. O objetivo desta pesquisa foi investigar as estratégias de enfrentamento, a classificação de sobrecarga e a prevalência de ansiedade, depressão e estresse percebido em pais de crianças diagnosticadas com TEA. Foi realizado um survey transversal com amostra por conveniência com 50 participantes, cuidadores primários de crianças com idade até 11 anos e 11 meses com o diagnóstico de TEA. Os instrumentos utilizados foram: Questionário Sociodemográfico, Escala Cognitiva de Ansiedade, Escala Baptista de Depressão – Versão Adulto, Escala de Estresse Percebido, Inventário de Estratégias de Coping e Inventário de Sobrecarga de Zarit. Os resultados apontam para correlações fortes e positivas entre as variáveis de ansiedade e depressão, bem como entre sobrecarga e depressão. No que tange à relação entre o fator de intolerância a vulnerabilidade de ansiedade cognitiva e depressão também se observou, correlação negativa. As estratégias de enfrentamento mais utilizadas foram as de aceitação de responsabilidade e reavaliação positiva. Concluiu-se que houve prevalência de sobrecarga moderada à severa entre os participantes, principalmente entre as mães, e que as estratégias de enfrentamento utilizadas podem ter sido funcionais para a estabilidade da saúde emocional, especificamente para as variáveis de estresse e depressão.
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| publisher | Universidade Estadual Paulista |
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