EP-387 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA FEBRE MACULOSA NO ESTADO DE SÃO PAULO ENTRE 2013 E 2022
Introdução: A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada do carrapato do gênero Amblyomma. Apresenta evolução rápida e sintomas inespecíficos que dificultam o diagnóstico, como febre, mialgia, cefaleia, náusea, êmese e...
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| Main Authors: | , , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
|
| Series: | Brazilian Journal of Infectious Diseases |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867024005713 |
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|---|---|
| author | Isabella Guidini Benacchio Ricardo Laudares S. Zordan Bruna Del Acqua Barbosa |
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| author_sort | Isabella Guidini Benacchio |
| collection | DOAJ |
| description | Introdução: A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada do carrapato do gênero Amblyomma. Apresenta evolução rápida e sintomas inespecíficos que dificultam o diagnóstico, como febre, mialgia, cefaleia, náusea, êmese e exantema máculo papular. Entre as riquetsioses, é a mais letal e a única de notificação compulsória no Brasil. Embora, inicialmente, tenha sido considerada uma doença rural, notou-se um número crescente de casos na área urbana, sendo mais prevalente na região Sudeste, especialmente, no estado de São Paulo. A incidência pode variar anualmente devido a subnotificações e fatores climáticos e ambientais. Portanto, a FMB corresponde a um grave problema de saúde pública, cujo conhecimento epidemiológico é crucial para controle e profilaxia. Objetivo: : Analisar o perfil epidemiológico da FMB durante o período de 2013 a 2022 no estado de São Paulo. Método: Estudo epidemiológico descritivo retrospectivo, baseado em dados advindos do Sistema de Informações de Agravos de Notificações do Sistema Único de Saúde (SINAN/DATASUS). Foram incluídos os casos confirmados de FMB entre 2013 e 2022 no estado de São Paulo. As variáveis utilizadas foram ano do 1° sintoma (2013 a 2022), sexo (feminino ou masculino), faixa etária (menores de 1 ano, 1 a 19 anos, 20 a 39 anos, 40 a 59 anos, 60 a 79 anos e 80 anos ou mais), ambiente de infecção (trabalho, domiciliar, lazer, outros e 'bco/ign'). Resultados: No período analisado, houve 804 casos confirmados no estado de São Paulo, envolvendo 616 homens (76,6%) e 188 mulheres (23,4%). Em relação à faixa etária, predominou 40 a 59 anos com 284 casos (35,3%), seguida de 20 a 39 anos com 217 (27%), de 1 a 19 anos com 171 (21,3%), de 60 a 79 anos com 124 (15,4%), a partir dos 80 anos com 6 (0,75%) e menores de 1 ano com 2 (0,25%). A taxa de infecção variou de acordo com o ambiente, no qual 40,8% ocorreram em ambiente de lazer, 28,9% no domicílio, 16,5% no trabalho, 7,25% em outro local e 6,55% 'bco/ign'. Ademais, ressalta-se que devido à subnotificação de dados esses valores podem ser ainda maiores. Conclusão: A maioria dos pacientes com FMB são do sexo masculino com idade entre 40 e 59 anos. O ambiente em que há maior risco de infecção é o de lazer, provavelmente, em razão da maior exposição ao ar livre, levando ao consequente contato com o carrapato contaminado. |
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| institution | OA Journals |
| issn | 1413-8670 |
| language | English |
| publishDate | 2024-10-01 |
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| series | Brazilian Journal of Infectious Diseases |
| spelling | doaj-art-b45c46484eaa46748db6763918ccd0702025-08-20T02:18:29ZengElsevierBrazilian Journal of Infectious Diseases1413-86702024-10-012810428810.1016/j.bjid.2024.104288EP-387 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA FEBRE MACULOSA NO ESTADO DE SÃO PAULO ENTRE 2013 E 2022Isabella Guidini Benacchio0Ricardo Laudares S. Zordan1Bruna Del Acqua Barbosa2Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Marília, SP, BrasilFaculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Marília, SP, BrasilFaculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Marília, SP, BrasilIntrodução: A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada do carrapato do gênero Amblyomma. Apresenta evolução rápida e sintomas inespecíficos que dificultam o diagnóstico, como febre, mialgia, cefaleia, náusea, êmese e exantema máculo papular. Entre as riquetsioses, é a mais letal e a única de notificação compulsória no Brasil. Embora, inicialmente, tenha sido considerada uma doença rural, notou-se um número crescente de casos na área urbana, sendo mais prevalente na região Sudeste, especialmente, no estado de São Paulo. A incidência pode variar anualmente devido a subnotificações e fatores climáticos e ambientais. Portanto, a FMB corresponde a um grave problema de saúde pública, cujo conhecimento epidemiológico é crucial para controle e profilaxia. Objetivo: : Analisar o perfil epidemiológico da FMB durante o período de 2013 a 2022 no estado de São Paulo. Método: Estudo epidemiológico descritivo retrospectivo, baseado em dados advindos do Sistema de Informações de Agravos de Notificações do Sistema Único de Saúde (SINAN/DATASUS). Foram incluídos os casos confirmados de FMB entre 2013 e 2022 no estado de São Paulo. As variáveis utilizadas foram ano do 1° sintoma (2013 a 2022), sexo (feminino ou masculino), faixa etária (menores de 1 ano, 1 a 19 anos, 20 a 39 anos, 40 a 59 anos, 60 a 79 anos e 80 anos ou mais), ambiente de infecção (trabalho, domiciliar, lazer, outros e 'bco/ign'). Resultados: No período analisado, houve 804 casos confirmados no estado de São Paulo, envolvendo 616 homens (76,6%) e 188 mulheres (23,4%). Em relação à faixa etária, predominou 40 a 59 anos com 284 casos (35,3%), seguida de 20 a 39 anos com 217 (27%), de 1 a 19 anos com 171 (21,3%), de 60 a 79 anos com 124 (15,4%), a partir dos 80 anos com 6 (0,75%) e menores de 1 ano com 2 (0,25%). A taxa de infecção variou de acordo com o ambiente, no qual 40,8% ocorreram em ambiente de lazer, 28,9% no domicílio, 16,5% no trabalho, 7,25% em outro local e 6,55% 'bco/ign'. Ademais, ressalta-se que devido à subnotificação de dados esses valores podem ser ainda maiores. Conclusão: A maioria dos pacientes com FMB são do sexo masculino com idade entre 40 e 59 anos. O ambiente em que há maior risco de infecção é o de lazer, provavelmente, em razão da maior exposição ao ar livre, levando ao consequente contato com o carrapato contaminado.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867024005713 |
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