Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil
Resumo Este artigo tem como foco a docência do Direito no Brasil, analisando como o processo de generificação e racialização é produzido ao longo da formação dos sujeitos docentes e das oportunidades e dos constrangimentos na carreira. A articulação desses marcadores resulta na distribuição díspar d...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Fundação Getúlio Vargas, Escola de Direito
2021-10-01
|
| Series: | Revista Direito GV |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-24322021000200203&tlng=pt |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| _version_ | 1850143794199003136 |
|---|---|
| author | Maria da Gloria Bonelli |
| author_facet | Maria da Gloria Bonelli |
| author_sort | Maria da Gloria Bonelli |
| collection | DOAJ |
| description | Resumo Este artigo tem como foco a docência do Direito no Brasil, analisando como o processo de generificação e racialização é produzido ao longo da formação dos sujeitos docentes e das oportunidades e dos constrangimentos na carreira. A articulação desses marcadores resulta na distribuição díspar de privilégios e obstáculos entre homens brancos, mulheres brancas, homens negros e mulheres negras. Dialogando com estudos sobre as desigualdades de gênero no meio acadêmico do Direito em diversos países, o artigo propõe pensar o processo mencionado na chave das diferenças. Observamos que o gradiente do entrecruzamento de raça e gênero na docência acaba por produzir também o essencialismo e a fixação de identidades. Assim, a hipótese é de que os professores entrevistados dão sentidos diversos ao que seja profissionalismo e diferença, como resultado das experiências que os constituíram em sujeitos profissionais situados em processos de generificação e racialização que envolvem o trabalho das emoções. Eles burilam os significados de códigos de gênero e de atribuição racial, combinando-os de formas diversas e mutáveis, que não se estabilizam como identidades essencializadas. A pesquisa reuniu dados do Censo Nacional da Educação Superior (Inep), da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e de setenta entrevistas qualitativas com mulheres e homens no ensino jurídico, de sete Instituições de Ensino Superior (IESs) distintas. |
| format | Article |
| id | doaj-art-b2ea9114cf914de1b829d34b17a337aa |
| institution | OA Journals |
| issn | 2317-6172 |
| language | English |
| publishDate | 2021-10-01 |
| publisher | Fundação Getúlio Vargas, Escola de Direito |
| record_format | Article |
| series | Revista Direito GV |
| spelling | doaj-art-b2ea9114cf914de1b829d34b17a337aa2025-08-20T02:28:36ZengFundação Getúlio Vargas, Escola de DireitoRevista Direito GV2317-61722021-10-0117210.1590/2317-6172202126Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no BrasilMaria da Gloria Bonellihttps://orcid.org/0000-0003-3877-9825Resumo Este artigo tem como foco a docência do Direito no Brasil, analisando como o processo de generificação e racialização é produzido ao longo da formação dos sujeitos docentes e das oportunidades e dos constrangimentos na carreira. A articulação desses marcadores resulta na distribuição díspar de privilégios e obstáculos entre homens brancos, mulheres brancas, homens negros e mulheres negras. Dialogando com estudos sobre as desigualdades de gênero no meio acadêmico do Direito em diversos países, o artigo propõe pensar o processo mencionado na chave das diferenças. Observamos que o gradiente do entrecruzamento de raça e gênero na docência acaba por produzir também o essencialismo e a fixação de identidades. Assim, a hipótese é de que os professores entrevistados dão sentidos diversos ao que seja profissionalismo e diferença, como resultado das experiências que os constituíram em sujeitos profissionais situados em processos de generificação e racialização que envolvem o trabalho das emoções. Eles burilam os significados de códigos de gênero e de atribuição racial, combinando-os de formas diversas e mutáveis, que não se estabilizam como identidades essencializadas. A pesquisa reuniu dados do Censo Nacional da Educação Superior (Inep), da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e de setenta entrevistas qualitativas com mulheres e homens no ensino jurídico, de sete Instituições de Ensino Superior (IESs) distintas.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-24322021000200203&tlng=ptProfissionalismodocência do Direitodiferençasgêneroraça |
| spellingShingle | Maria da Gloria Bonelli Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil Revista Direito GV Profissionalismo docência do Direito diferenças gênero raça |
| title | Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil |
| title_full | Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil |
| title_fullStr | Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil |
| title_full_unstemmed | Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil |
| title_short | Profissionalismo, generificação e racialização na docência do Direito no Brasil |
| title_sort | profissionalismo generificacao e racializacao na docencia do direito no brasil |
| topic | Profissionalismo docência do Direito diferenças gênero raça |
| url | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-24322021000200203&tlng=pt |
| work_keys_str_mv | AT mariadagloriabonelli profissionalismogenerificacaoeracializacaonadocenciadodireitonobrasil |