AVALIAÇÃO DE ENSAIOS CLONOGÊNICOS REALIZADOS EM PRODUTOS DE AFÉRESE CRIOPRESERVADOS PARA USO EM TRANSPLANTE AUTÓLOGO

Objetivo: Realizou-se um estudo retrospectivo com amostras de pacientes para avaliar o desempenho do Ensaio Clonogênico (EC) em produtos pré e pós criopreservação e a capacidade de reprodução de resultados a depender das condições analíticas e método de plaqueamento. Materiais e métodos: Analisou-se...

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Main Authors: GC Silva, TL Pereira, ASCP Campos, HDS Dutra, R Schaffel, A Maiolino
Format: Article
Language:English
Published: Elsevier 2024-10-01
Series:Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Online Access:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924020571
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description Objetivo: Realizou-se um estudo retrospectivo com amostras de pacientes para avaliar o desempenho do Ensaio Clonogênico (EC) em produtos pré e pós criopreservação e a capacidade de reprodução de resultados a depender das condições analíticas e método de plaqueamento. Materiais e métodos: Analisou-se um banco de dados de 399 amostras de homens (n = 279) e mulheres (n = 120), entre 2013 e 2019, que tinham como doença de base: Mieloma Múltiplo (n = 69), Linfoma de Hodgkin (n = 35), Linfoma Não Hodgkin (n = 16), os quais foram submetidos à mobilização de CPH, leucaférese, criopreservação e posterior realização de TCPH. Analisaram-se amostras das etapas: pré criopreservação (n = 173), pós criopreservação (n = 174), repetição de amostras pós criopreservação (n = 45) e controle de reinfusão (n = 6). Compararam-se amostras de até 3 aféreses e até 3 mobilizações. O EC foi realizado por cultura de células do produto de leucaférese, em meio de cultura semi-sólido contendo Meio Iscove's modificado, ágar 1,8%, soro fetal bovino e meio condicionado de linhagem 5637, como fonte de fator de crescimento. Plaqueia-se 2000 células CD34+ no teste pré crio e 4000 células no pós crio. Houve incubação em estufa de 5% CO2, a 37°C por 14 dias. Colônias com mais de 50 células foram quantificadas em microscópio invertido.A quantificação de células CD34+ se deu pelo protocolo ISHAGE. Os dados foram avaliados no GraphPad Prisma versão 5. Resultados: Analisaram-se as medianas da razões entre valores de CD34/CFU-GM de amostras pré e pós crio e eventuais repetições. A mediana das amostras pré crio foi de 35 (5‒2143) e em amostras pós crio foi de 102 (1.970‒19.171), mostrando que houve significativa perda da capacidade proliferativa (p < 0,0001; Mann-Whitney U). A mediana da RCD34/CFU-GM das amostras pós crio e repetição, não foi significativamente diferente (p = 0,7614; t-test). Ensaios que tiveram RCD34/CFU-GM fora do valor esperado foram repetidos e apenas 20% destes mostram diferença entre os resultados. Comparando-se a RCD34/CFU-GM dos produtos pós crio nas aféreses realizadas, estes também se reproduzem (p = 0,2159; t-test). Ao relacionar o número de dias até a pega do enxerto com a RCD34/CFU-GM observou-se que não há correlação significativa entre esses índices (p = 0,9338; t-test). Discussão: O EC para CFU-GM (Unidade Formadora de Colônia para Granulócitos e Macrófagos), quantifica e qualifica as CPH e integra o grupo de exames que os centros de processamento celular realizam para avaliar a qualidade dos seus produtos, antes de realizar o TCPH. Apesar de seus resultados apresentarem grandes variações, o EC pode expressar prejuízos decorrentes da criopreservação celular, como o que ocorre ao compararmos amostras pré e pós criopreservação. Os resultados mostram que valores outliers podem representar características intrínsecas do paciente, reforçando que os valores não derivam de erros técnicos inerentes ao processo. A ausência de diferença significativa da RCD34/CFU-GM entre os resultados das aféreses, também reforça a ideia anterior. Apesar disso, observou-se que o EC não pode ser considerado como um preditor de pega do enxerto, pois pacientes que tiveram razão mais alta do que outros, não apresentaram diferença na quantidade de dias até a pega. Conclusão: O EC, apesar de ser reprodutível, sejam repetições ou aféreses realizadas, não pode ser visto como um preditor de pega do enxerto. Porém, é seguro para avaliar a capacidade proliferativa de produtos de TCPH.
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issn 2531-1379
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Materiais e métodos: Analisou-se um banco de dados de 399 amostras de homens (n = 279) e mulheres (n = 120), entre 2013 e 2019, que tinham como doença de base: Mieloma Múltiplo (n = 69), Linfoma de Hodgkin (n = 35), Linfoma Não Hodgkin (n = 16), os quais foram submetidos à mobilização de CPH, leucaférese, criopreservação e posterior realização de TCPH. Analisaram-se amostras das etapas: pré criopreservação (n = 173), pós criopreservação (n = 174), repetição de amostras pós criopreservação (n = 45) e controle de reinfusão (n = 6). Compararam-se amostras de até 3 aféreses e até 3 mobilizações. O EC foi realizado por cultura de células do produto de leucaférese, em meio de cultura semi-sólido contendo Meio Iscove's modificado, ágar 1,8%, soro fetal bovino e meio condicionado de linhagem 5637, como fonte de fator de crescimento. Plaqueia-se 2000 células CD34+ no teste pré crio e 4000 células no pós crio. Houve incubação em estufa de 5% CO2, a 37°C por 14 dias. Colônias com mais de 50 células foram quantificadas em microscópio invertido.A quantificação de células CD34+ se deu pelo protocolo ISHAGE. Os dados foram avaliados no GraphPad Prisma versão 5. Resultados: Analisaram-se as medianas da razões entre valores de CD34/CFU-GM de amostras pré e pós crio e eventuais repetições. A mediana das amostras pré crio foi de 35 (5‒2143) e em amostras pós crio foi de 102 (1.970‒19.171), mostrando que houve significativa perda da capacidade proliferativa (p < 0,0001; Mann-Whitney U). A mediana da RCD34/CFU-GM das amostras pós crio e repetição, não foi significativamente diferente (p = 0,7614; t-test). Ensaios que tiveram RCD34/CFU-GM fora do valor esperado foram repetidos e apenas 20% destes mostram diferença entre os resultados. Comparando-se a RCD34/CFU-GM dos produtos pós crio nas aféreses realizadas, estes também se reproduzem (p = 0,2159; t-test). Ao relacionar o número de dias até a pega do enxerto com a RCD34/CFU-GM observou-se que não há correlação significativa entre esses índices (p = 0,9338; t-test). Discussão: O EC para CFU-GM (Unidade Formadora de Colônia para Granulócitos e Macrófagos), quantifica e qualifica as CPH e integra o grupo de exames que os centros de processamento celular realizam para avaliar a qualidade dos seus produtos, antes de realizar o TCPH. Apesar de seus resultados apresentarem grandes variações, o EC pode expressar prejuízos decorrentes da criopreservação celular, como o que ocorre ao compararmos amostras pré e pós criopreservação. Os resultados mostram que valores outliers podem representar características intrínsecas do paciente, reforçando que os valores não derivam de erros técnicos inerentes ao processo. A ausência de diferença significativa da RCD34/CFU-GM entre os resultados das aféreses, também reforça a ideia anterior. Apesar disso, observou-se que o EC não pode ser considerado como um preditor de pega do enxerto, pois pacientes que tiveram razão mais alta do que outros, não apresentaram diferença na quantidade de dias até a pega. Conclusão: O EC, apesar de ser reprodutível, sejam repetições ou aféreses realizadas, não pode ser visto como um preditor de pega do enxerto. Porém, é seguro para avaliar a capacidade proliferativa de produtos de TCPH.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924020571
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