Não mais Marias invisíveis: uma leitura decolonial em “Eu empresto-te a Mariá” (2020), de Luísa Semedo, e Um Fado Atlântico (2022), de Manuella Bezerra de Melo

Embora o imaginário europeu pós-colonial descreva sociedades europeias multiculturais, este traço foi construído à custa de mão-de-obra barata amiúde considerada como facilmente assimilável e integrável (Jerónimo & Monteiro 2020). Porém, como defende Víctor Pereira (2015) sobre o caso português,...

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Main Author: Margarida Rendeiro
Format: Article
Language:English
Published: Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres (APEM) 2023-06-01
Series:Ex Aequo: Revista da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres
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description Embora o imaginário europeu pós-colonial descreva sociedades europeias multiculturais, este traço foi construído à custa de mão-de-obra barata amiúde considerada como facilmente assimilável e integrável (Jerónimo & Monteiro 2020). Porém, como defende Víctor Pereira (2015) sobre o caso português, os emigrantes nunca foram ouvidos. O artigo discute “Eu empresto-te a Mariá” e Um Fado Atlântico, protagonizados por subalternas imigradas, argumentando que estas narrativas questionam o pensamento classista e patriarcal subjacente ao poder neocolonial sobre o Outro, neste caso, a mulher imigrante. A representação narrativa humanizada da imigrante é uma forma de resistência que desconstrói o mito pós-colonial e capitalista sobre integração.
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institution OA Journals
issn 0874-5560
2184-0385
language English
publishDate 2023-06-01
publisher Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres (APEM)
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spelling doaj-art-b20175c6f65b43df8c0e705741ae2b072025-08-20T01:55:45ZengAssociação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres (APEM)Ex Aequo: Revista da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres0874-55602184-03852023-06-0147https://doi.org/10.22355/exaequo.2023.47.04Não mais Marias invisíveis: uma leitura decolonial em “Eu empresto-te a Mariá” (2020), de Luísa Semedo, e Um Fado Atlântico (2022), de Manuella Bezerra de MeloMargarida Rendeiro0https://orcid.org/0000-0002-8607-3256Centro de Humanidades (CHAM), Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Portugal Embora o imaginário europeu pós-colonial descreva sociedades europeias multiculturais, este traço foi construído à custa de mão-de-obra barata amiúde considerada como facilmente assimilável e integrável (Jerónimo & Monteiro 2020). Porém, como defende Víctor Pereira (2015) sobre o caso português, os emigrantes nunca foram ouvidos. O artigo discute “Eu empresto-te a Mariá” e Um Fado Atlântico, protagonizados por subalternas imigradas, argumentando que estas narrativas questionam o pensamento classista e patriarcal subjacente ao poder neocolonial sobre o Outro, neste caso, a mulher imigrante. A representação narrativa humanizada da imigrante é uma forma de resistência que desconstrói o mito pós-colonial e capitalista sobre integração. subalternasperiferiasinvisibilidadeneocolonialismoresistência
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