Relação entre afasia e trombólise: a opinião dos terapeutas da fala
O tratamento do AVC isquémico com trombólise pode ser considerado relativamente recente. Estando estabelecido o efeito terapêutico do tratamento estão menos clarificados os efeitos domesmo ao nível da recuperação das sequelas de AVC, nomeadamente no que diz respeito àafasia. Nos casos em que a recan...
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Ciências da Saúde
2013-01-01
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| Series: | Cadernos de Saúde |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.ucp.pt/index.php/cadernosdesaude/article/view/2847 |
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| author | Ana Filipa Miranda José Fonseca Maria Vânia da Silva Nunes |
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| collection | DOAJ |
| description | O tratamento do AVC isquémico com trombólise pode ser considerado relativamente recente. Estando estabelecido o efeito terapêutico do tratamento estão menos clarificados os efeitos domesmo ao nível da recuperação das sequelas de AVC, nomeadamente no que diz respeito àafasia. Nos casos em que a recanalização do fluxo sanguíneo é parcial, como parece acontecer com a trombólise, a lesão poderá apresentar características diferentes daquelas que seriam esperadas, caso o território de uma determinada artéria fosse totalmente lesado. Neste sentido, coloca-se a hipótese de que as alterações de linguagem que ocorrem em indivíduos que foram submetidos a trombólise apresentam características atípicas ou menos comuns. O objetivo deste trabalho é testar essa hipótese indiretamente através da recolha sistematizada da perceção que os terapeutas da fala têm acerca das implicações/consequências do tratamento trombolítico nas características e recuperação da afasia. Para tal, foi construído um questionário eletrónico que foi respondido por 35 terapeutas da fala, sendo que apenas 22 cumpriram os critérios de inclusão no estudo. Os resultados mostraram que dos 22 participantes, 9 consideraram que as pessoas com afasia submetidas a trombólise apresentam às vezes características de linguagem atípicas ou menos comuns e 8 mencionam que quase sempre ou sempre estas características estão presentes. Dos restantes participantes, 5 referiram que isto raramente ou nunca ocorria. No que respeita a outras alterações no âmbito cognitivo e/ou do comportamento que são atípicas ou menos comuns, metade dos participantes referem que às vezes acontecem estas alterações. Em relação à recuperação da afasia, mais de metade dos indivíduos, consideram que ocorrem características atípicas ou menos comuns na fase aguda. Os resultados salientam a necessidade de analisar este assunto de um modo mais profundo, pois são indiretamente indicativos da existência de diferenças nas alterações de linguagem na pessoa com afasia, dependentes do facto de ter sido ou não sujeita a tratamento trombolítico. |
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| institution | OA Journals |
| issn | 1647-0559 |
| language | English |
| publishDate | 2013-01-01 |
| publisher | Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Ciências da Saúde |
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| series | Cadernos de Saúde |
| spelling | doaj-art-b1cf65fcb32645abbbbfaa86fa1f112b2025-08-20T02:08:31ZengUniversidade Católica Portuguesa, Instituto de Ciências da SaúdeCadernos de Saúde1647-05592013-01-01610.34632/cadernosdesaude.2013.2847Relação entre afasia e trombólise: a opinião dos terapeutas da falaAna Filipa Miranda0José Fonseca1Maria Vânia da Silva Nunes2Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica PortuguesaLaboratório de Estudos de Linguagem, Faculdade de Medicina, Universidade de LisboaCentro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica PortuguesaO tratamento do AVC isquémico com trombólise pode ser considerado relativamente recente. Estando estabelecido o efeito terapêutico do tratamento estão menos clarificados os efeitos domesmo ao nível da recuperação das sequelas de AVC, nomeadamente no que diz respeito àafasia. Nos casos em que a recanalização do fluxo sanguíneo é parcial, como parece acontecer com a trombólise, a lesão poderá apresentar características diferentes daquelas que seriam esperadas, caso o território de uma determinada artéria fosse totalmente lesado. Neste sentido, coloca-se a hipótese de que as alterações de linguagem que ocorrem em indivíduos que foram submetidos a trombólise apresentam características atípicas ou menos comuns. O objetivo deste trabalho é testar essa hipótese indiretamente através da recolha sistematizada da perceção que os terapeutas da fala têm acerca das implicações/consequências do tratamento trombolítico nas características e recuperação da afasia. Para tal, foi construído um questionário eletrónico que foi respondido por 35 terapeutas da fala, sendo que apenas 22 cumpriram os critérios de inclusão no estudo. Os resultados mostraram que dos 22 participantes, 9 consideraram que as pessoas com afasia submetidas a trombólise apresentam às vezes características de linguagem atípicas ou menos comuns e 8 mencionam que quase sempre ou sempre estas características estão presentes. Dos restantes participantes, 5 referiram que isto raramente ou nunca ocorria. No que respeita a outras alterações no âmbito cognitivo e/ou do comportamento que são atípicas ou menos comuns, metade dos participantes referem que às vezes acontecem estas alterações. Em relação à recuperação da afasia, mais de metade dos indivíduos, consideram que ocorrem características atípicas ou menos comuns na fase aguda. Os resultados salientam a necessidade de analisar este assunto de um modo mais profundo, pois são indiretamente indicativos da existência de diferenças nas alterações de linguagem na pessoa com afasia, dependentes do facto de ter sido ou não sujeita a tratamento trombolítico.https://revistas.ucp.pt/index.php/cadernosdesaude/article/view/2847Terapiada falaAfasiaTrombóliseNeuropsicologia |
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