Crenças em saúde de mulheres lésbicas e bissexuais acerca da realização do teste de Papanicolaou

Objetivo: identificar as crenças em saúde de mulheres lésbicas e bissexuais acerca da realização do teste de Papanicolaou. Métodos: estudo transversal desenvolvido exclusivamente online, com 55 participantes. Utilizou-se o Google Forms® para coleta de dados, com questões sociodemográficas e econômi...

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Main Authors: Nathanael de Souza Maciel, Anna Beatriz Justino do Nascimento, Gabriely Bezerra de Castro, Breno Sousa Bandeira, José Gerfeson Alves, Leilane Barbosa de Sousa
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Ceará 2023-06-01
Series:Rev Rene
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufc.br/rene/article/view/83154
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Description
Summary:Objetivo: identificar as crenças em saúde de mulheres lésbicas e bissexuais acerca da realização do teste de Papanicolaou. Métodos: estudo transversal desenvolvido exclusivamente online, com 55 participantes. Utilizou-se o Google Forms® para coleta de dados, com questões sociodemográficas e econômicas, além de questões relacionadas às práticas, à intenção e às crenças na realização do teste de Papanicolaou. Os dados foram organizados no Google Sheets® e analisados no software SPSS®. Resultados: verificou-se que mulheres bissexuais acreditam mais no benefício “quando eu faço o exame preventivo, eu fico aliviada” (p=0,047). Contudo, possuem maior pontuação de vergonha de fazer o exame preventivo (p=0,005). Identificou-se associação significativa entre ter realizado o exame e benefícios percebidos (p=0,040); gravidade percebida e nível de instrução (p=0,006);ter realizado o exame (p=0,039);e ter parceria fixa (p=0,028). Conclusão: mulheres bissexuais acreditam que realizar o exame gera alívio, mas o sentimento de vergonha pode prejudicar a adesão ao exame. Mulheres lésbicas e bissexuais sem acesso à educação superior, que nunca realizaram o exame e que possuem múltiplas parcerias sexuais estão mais vulneráveis ao câncer de colo do útero. Contribuições para a prática: refletir sobre esse cenário para que estratégias educativas sejam efetivadas acerca da prevenção do câncer de colo do útero.
ISSN:1517-3852
2175-6783