Ritmo juncional durante monitoração transanestésica em caprino (Capra aegagrus) com neoformação ulcerada

Batimentos ectópicos supraventriculares e seus ritmos podem ocorrer tanto na presença quanto ausência de doença cardíaca, secundária a doenças sistêmicas. Seus mecanismos arritmogênicos incluem automatismo aprimorado, atividade desencadeada e alterações anatômicas ou mecanismos de reentrada. A regi...

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Main Authors: Júlia Ferraz Cereda Martinez, Juliana Rizerio Moncayo, Maria Fernanda Almeida Cardoso, Beatriz Sanches Rosa, Zahi Eni dos Santos Souza, Andressa de Fátima kotleski Thomaz de Lima
Format: Article
Language:English
Published: Editora MV Valero 2024-11-01
Series:Pubvet
Subjects:
Online Access:https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/3857
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Description
Summary:Batimentos ectópicos supraventriculares e seus ritmos podem ocorrer tanto na presença quanto ausência de doença cardíaca, secundária a doenças sistêmicas. Seus mecanismos arritmogênicos incluem automatismo aprimorado, atividade desencadeada e alterações anatômicas ou mecanismos de reentrada. A região juncional é a via de condução normal entre átrios e ventrículos e pode ser dividida em três segmentos: nodo atrioventricular (NAV), nodo-hissiana (NH) e feixe de His. Um caprino com neoformação em região vulvar, foi submetido a procedimento anestésico para biópsia incisional, desobstrução e sondagem uretral. Como medicação pré-anestésica foi realizado midazolam (0,2 mg/kg) e morfina (0,1 mg/kg) por via intravenosa, indução com propofol (3 mg/kg), intubação orotraqueal e manutenção com isofluorano. Foi realizada anestesia epidural em região lombossacra com lidocaína (4 mg/kg) e morfina (0,1 mg/kg). A monitoração transanestésica foi realizada com eletrocardiograma (avaliando ritmo e frequência cardíaca), oximetria de pulso, capnografia e pressão arterial média invasiva (PAM), além da observação dos reflexos protetores para monitoração do plano anestésico. Após verificar-se ritmo juncional ao eletrocardiograma e constatar hipotensão, foi realizado 0,04 mg/kg de atropina por via intravenosa (IV) retomando o ritmo sinusal após a aplicação. Durante a alteração, não foi observado onda P e após a aplicação de atropina a onda P apareceu durante alguns minutos antes de retornar ao ritmo juncional que se manteve até o fim da anestesia e em pós-operatório imediato.
ISSN:1982-1263