Nietzsche e a decadência ocidental: a transversalidade da morte

As análises de Nietzsche sobre a decadência que implicam o cristianismo, o platonismo e o darwinismo para a vida foram abordadas de muitas perspectivas diferentes. Neste artigo, elas serão trabalhadas a partir de um conceito que, a princípio, não parece ter muito desenvolvimento e centralidade nos...

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Bibliographic Details
Main Author: Alonso Zengotita
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia 2025-06-01
Series:Griot: Revista de Filosofia
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/5328
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Summary:As análises de Nietzsche sobre a decadência que implicam o cristianismo, o platonismo e o darwinismo para a vida foram abordadas de muitas perspectivas diferentes. Neste artigo, elas serão trabalhadas a partir de um conceito que, a princípio, não parece ter muito desenvolvimento e centralidade nos escritos de Nietzsche: a noção de morte. Essa conexão se baseará no fato de que para o darwinismo, o cristianismo e o platonismo a questão da morte é nuclear: a sobrevivência do mais apto, a vida após a morte, a vida como preparação para o momento da morte. Se nessas perspectivas a vida é considerada a partir de sua relação com a morte, e Nietzsche aponta que o Ocidente está doente há dois milênios de platonismo (tendo o cristianismo e o darwinismo como seus principais substitutos), por que não há um maior desenvolvimento nos escritos de Nietzsche sobre o conceito de morte? O que se buscará fundamentar é que, ainda que não de forma patente, a questão da morte é transversal aos desenvolvimentos nietzschianos que se querem pensar como novidade e crítica às outras três perspectivas mencionadas.
ISSN:2178-1036