Sexting na adolescência: problematizando seus efeitos no espaço escolar

Neste artigo, temos como propósito analisar o fenômeno do sexting em alguns materiais – reportagens, matérias, programas televisivos, comentários –, postados na internet, a fim de discutir como essa prática está entrelaçada com a escola. O termo sexting é o resultado da união de duas palavras sex (s...

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Main Authors: Suzana da Conceição de Barros, Paula Regina Costa Ribeiro, Raquel Pereira Quadrado
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2016-04-01
Series:Perspectiva
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/34853
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description Neste artigo, temos como propósito analisar o fenômeno do sexting em alguns materiais – reportagens, matérias, programas televisivos, comentários –, postados na internet, a fim de discutir como essa prática está entrelaçada com a escola. O termo sexting é o resultado da união de duas palavras sex (sexo) texting (envio de mensagens).  Esse conceito descreve uma prática sociocultural que consiste no compartilhamento de mensagens escritas, de fotos e de vídeos, de caráter erótico/sensual/sexual, por meio de algumas tecnologias  digitais. Este trabalho é de caráter qualitativo e está vinculado as pesquisas sociais. Para a produção dos dados, utilizamos a internet como instrumento de pesquisa. Para a análise dos dados coletados, utilizamos algumas ferramentas da análise do discurso foucaultiana. Ao realizarmos a análise dos dados, verificamos que a escola está atrelada a questões relacionadas ao sexting, pois quando esta não serve como cenário para a produção dos vídeos e fotos, torna-se um espaço de discussão, comentários e de repercussão dessa prática. Além disso, a mídia massiva, ao mencionar o nome, colocar o endereço e publicar fotos das escolas envolvidas com os casos do sexting, acaba expondo e “punindo” essa instituição. Também evidenciamos que a escola é entendida como um espaço importante para as discussões relacionadas às sexualidades. Nesse sentido, entendemos que o sexting vem produzindo efeitos na escola, o que nos aponta para a necessidade de essa instância discutir temas relacionados aos corpos, às sexualidades, aos gêneros e às tecnologias, para além do enfoque biologicista. 
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