Médicos e mezinheiros na Corte Imperial: uma herança colonial
Este artigo tem por objetivo analisar as representações e práticas populares em relação à doença e à cura na cidade do Rio de Janeiro no século XIX. A partir dos relatos de viajantes, procura-se enfatizar que tanto a doença quanto a cura possuíam significados específicos que conduziam os segmentos p...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Fundação Oswaldo Cruz, Casa de Oswaldo Cruz
2001-08-01
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| Series: | História, Ciências, Saúde: Manguinhos |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702001000300006&tlng=pt |
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| Summary: | Este artigo tem por objetivo analisar as representações e práticas populares em relação à doença e à cura na cidade do Rio de Janeiro no século XIX. A partir dos relatos de viajantes, procura-se enfatizar que tanto a doença quanto a cura possuíam significados específicos que conduziam os segmentos populares a buscar seus próprios caminhos para a preservação ou restabelecimento da saúde, independentemente da ausência ou presença de médicos. Dessa forma, a partir da constatação da enorme popularidade das mezinhas domésticas e da fé no adjutório espiritual, em contraposição aos esforços da medicina acadêmica para reservar para si o 'monopólio da competência' da arte de curar, procura-se reavaliar o pressuposto consagrado pela historiografia de que o pequeno número de médicos que atuava no Brasil oitocentista configurava-se em um problema vivenciado indistintamente por todos os segmentos sociais. |
|---|---|
| ISSN: | 1678-4758 |