Anfotericina B no tratamento da neurocriptococose em pacientes submetidos a transplante renal

Foram estudados 35 casos de neurocriptococose, 17 dos quais em pacientes submetidos a transplante renal. O objetivo foi avaliar a resposta terapêutica observada no grupo de pacientes transplantados renais com neurocriptococose, com ênfase à função renal, submetidos a esquema medicamentoso que inclui...

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Main Author: J. P. S. Nóbrega
Format: Article
Language:English
Published: Thieme Revinter Publicações 1988-06-01
Series:Arquivos de Neuro-Psiquiatria
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1988000200002&lng=en&tlng=en
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spelling doaj-art-aa4b0f73b9f34ee48e0df623092f8f3b2025-08-20T02:20:41ZengThieme Revinter PublicaçõesArquivos de Neuro-Psiquiatria1678-42271988-06-0146211712610.1590/S0004-282X1988000200002S0004-282X1988000200002Anfotericina B no tratamento da neurocriptococose em pacientes submetidos a transplante renalJ. P. S. Nóbrega0Universidade de São PauloForam estudados 35 casos de neurocriptococose, 17 dos quais em pacientes submetidos a transplante renal. O objetivo foi avaliar a resposta terapêutica observada no grupo de pacientes transplantados renais com neurocriptococose, com ênfase à função renal, submetidos a esquema medicamentoso que inclui a anfotericina B. A resposta observada foi comparada aos resultados obtidos no grupo dos demais pacientes com a mesma infecção, submetidos ao mesmo esquema medicamentoso, porém sem insuficiência renal prévia. Dos 35 pacientes, 10 faleceram nos primeiros dias do tratamento e, assim, 25 foram efetivamente tratados para neurocriptococose. Destes 25, 18 apresentavam outra condição clínica associada, sendo esta transplante renal em 15 deles. Os medicamentos utilizados basicamente foram a anfotericina B intravenosa e intra-raqueana associada à 5-fluorocitosina via oral. Sete pacientes faleceram durante o tratamento. Assim, dos 35 pacientes que inicialmente compunham a casuística, 17 faleceram (48,57%) e 18 foram tratados com sucesso, nenhum deles apresentando recidiva. As intercorrências observadas durante o tratamento são discutidas e é feita correlação dos dados obtidos neste estudo aos disponíveis na literatura. A análise dos resultados obtidos permite ressaltar: a necessidade do surgimento de medicamentos mais eficazes e menos tóxicos para a terapêutica da neurocriptococose, sendo até o momento a anfotericina B o principal medicamento existente; o esquema terapêutico atualmente indicado consiste na associação anfotericina B e 5-fluorocitosina, havendo vantagens na utilização simultânea da anfotericina B pelas vias intravenosa e intra-raqueana. A análise dos resultados permite concluir por não haver contra-indicação ao uso da anfotericina B por via intravenosa em transplantados renais com neurocriptococose.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1988000200002&lng=en&tlng=en
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