FOUCAULT, A PSICANÁLISE E A QUESTÃO QUEER: POR UMA SUBVERSÃO DA IDENTIDADE
Defenderemos que Foucault e suas críticas à psicanálise servem aos estudos queer quando, diante da dimensão produtiva do poder, interrogam os saberes pertinentes aos corpos sujeitos e suas sexualidades. Foucault faz problematizar o que quer que apareça na forma da fixidez, da norma ou, ainda, como...
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| Main Author: | |
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| Published: |
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
2023-07-01
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| Series: | Kínesis |
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| Online Access: | https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/14919 |
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Defenderemos que Foucault e suas críticas à psicanálise servem aos estudos queer quando, diante da dimensão produtiva do poder, interrogam os saberes pertinentes aos corpos sujeitos e suas sexualidades. Foucault faz problematizar o que quer que apareça na forma da fixidez, da norma ou, ainda, como mais fundamental, originário e a priori ao sujeito em seus devires. Suas análises são base aos desenvolvimentos queer pois, assim como estes, apontam para Isso: essa “coisa estranha”, esse “não-lugar”, esse “estar-entre”, essa “diferença tática”, cuja característica é perturbar a estabilidade e a presunção de naturalidade das identidades hegemônicas. Se emaranhadas em noções foucaultianas, as questões queer suscitam um processo de autocrítica pelo qual dá-se a possibilidade de afirmarmos a instabilidade, a ambiguidade e a indeterminação de todas as identidades, de todas formas da sexualidade, dos prazeres, assim como todas modalidades de corpo-sujeitificação/generificação. Não por completo, mas muito à luz do que Foucault e suas leituras da psicanálise fazem pensar, veremos que as teorizações queer reivindicam a afirmação de um espaço sempre transitivo, marginal e subversivo, cuja meta não unívoca é não se presumir a priori como modelo universal e endossável na e pela norma.
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| language | Portuguese |
| publishDate | 2023-07-01 |
| publisher | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
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| series | Kínesis |
| spelling | doaj-art-aa3f399a9af3443ea9ca6a30d4bb26592025-08-20T02:39:55ZporUniversidade Estadual Paulista (UNESP)Kínesis1984-89002023-07-01153810.36311/1984-8900.2023.v15n38.p128-160FOUCAULT, A PSICANÁLISE E A QUESTÃO QUEER: POR UMA SUBVERSÃO DA IDENTIDADEDiego Luiz Warmling0Doutorando em Filosofia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Defenderemos que Foucault e suas críticas à psicanálise servem aos estudos queer quando, diante da dimensão produtiva do poder, interrogam os saberes pertinentes aos corpos sujeitos e suas sexualidades. Foucault faz problematizar o que quer que apareça na forma da fixidez, da norma ou, ainda, como mais fundamental, originário e a priori ao sujeito em seus devires. Suas análises são base aos desenvolvimentos queer pois, assim como estes, apontam para Isso: essa “coisa estranha”, esse “não-lugar”, esse “estar-entre”, essa “diferença tática”, cuja característica é perturbar a estabilidade e a presunção de naturalidade das identidades hegemônicas. Se emaranhadas em noções foucaultianas, as questões queer suscitam um processo de autocrítica pelo qual dá-se a possibilidade de afirmarmos a instabilidade, a ambiguidade e a indeterminação de todas as identidades, de todas formas da sexualidade, dos prazeres, assim como todas modalidades de corpo-sujeitificação/generificação. Não por completo, mas muito à luz do que Foucault e suas leituras da psicanálise fazem pensar, veremos que as teorizações queer reivindicam a afirmação de um espaço sempre transitivo, marginal e subversivo, cuja meta não unívoca é não se presumir a priori como modelo universal e endossável na e pela norma. https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/14919FoucaultTeoria queerPsicanáliseTransitividades |
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