Do entretenimento à dominação: distopias para pensar a trivialização e o trabalho na sociedade digital

O presente artigo tem como objetivo descrever criticamente a onipresença do entretenimento e da diversão superficial no mundo digital, partindo de importantes distopias que apontaram, cada uma à sua maneira, para os problemas que este entretenimento constante poderia causar em diferentes esferas da...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Author: Marcelo Capello Martins
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal Fluminense 2025-06-01
Series:Viso
Subjects:
Online Access:https://revistaviso.com.br/ojs/index.php/viso/article/view/598
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:O presente artigo tem como objetivo descrever criticamente a onipresença do entretenimento e da diversão superficial no mundo digital, partindo de importantes distopias que apontaram, cada uma à sua maneira, para os problemas que este entretenimento constante poderia causar em diferentes esferas da vida social. Assim, o artigo começa com uma análise dessas distopias do entretenimento em diálogo com a obra Amusing Ourselves to Death, do pensador estadunidense Neil Postman. A partir dessa análise, apontam-se elementos do mundo atual que parecem ressoar aspectos marcantes das obras distópicas selecionadas, sobretudo no que concerne à trivialização de assuntos profundos e à dominação instaurada a partir do prazer, como imaginado por Huxley e Bradbury, ao invés da clássica dominação a partir da dor e da censura, imaginada por Orwell. Por fim, discute-se o problema do entretenimento e do prazer constantes a partir da ótica de Byung-Chul Han, que denomina a sociedade atual de “sociedade paliativa”, tendo em vista a configuração de um regime de dominação psicopolítico que também está ligado ao uso frequente das telas e da comunicação digital.
ISSN:1981-4062