Do entretenimento à dominação: distopias para pensar a trivialização e o trabalho na sociedade digital
O presente artigo tem como objetivo descrever criticamente a onipresença do entretenimento e da diversão superficial no mundo digital, partindo de importantes distopias que apontaram, cada uma à sua maneira, para os problemas que este entretenimento constante poderia causar em diferentes esferas da...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal Fluminense
2025-06-01
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| Series: | Viso |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistaviso.com.br/ojs/index.php/viso/article/view/598 |
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| Summary: | O presente artigo tem como objetivo descrever criticamente a onipresença do entretenimento e da diversão superficial no mundo digital, partindo de importantes distopias que apontaram, cada uma à sua maneira, para os problemas que este entretenimento constante poderia causar em diferentes esferas da vida social. Assim, o artigo começa com uma análise dessas distopias do entretenimento em diálogo com a obra Amusing Ourselves to Death, do pensador estadunidense Neil Postman. A partir dessa análise, apontam-se elementos do mundo atual que parecem ressoar aspectos marcantes das obras distópicas selecionadas, sobretudo no que concerne à trivialização de assuntos profundos e à dominação instaurada a partir do prazer, como imaginado por Huxley e Bradbury, ao invés da clássica dominação a partir da dor e da censura, imaginada por Orwell. Por fim, discute-se o problema do entretenimento e do prazer constantes a partir da ótica de Byung-Chul Han, que denomina a sociedade atual de “sociedade paliativa”, tendo em vista a configuração de um regime de dominação psicopolítico que também está ligado ao uso frequente das telas e da comunicação digital. |
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| ISSN: | 1981-4062 |