A psicopatologizacão e a medicalização das infâncias: o que pode a psicanálise frente aos efeitos da segregação?

A psicopatologização e medicalização das infâncias, apresentam-se contemporaneamente com um caráter epidêmico de proporções nacionais e internacionais. Tornou-se uma questão de saúde pública, na qual as crianças são tomadas como objetos de avaliação e intervenções médico-psiquiátricas, atuantes pri...

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Main Author: Halanderson Raymisson da Silva Pereira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Londrina (UEL) 2024-12-01
Series:Educação em Análise
Subjects:
Online Access:https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/educanalise/article/view/51895
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description A psicopatologização e medicalização das infâncias, apresentam-se contemporaneamente com um caráter epidêmico de proporções nacionais e internacionais. Tornou-se uma questão de saúde pública, na qual as crianças são tomadas como objetos de avaliação e intervenções médico-psiquiátricas, atuantes principalmente na regulação de seus comportamentos e corpos, destituindo-as da posição de sujeitos. É irrefutável que há nichos de mercado em expansão com propostas diagnósticas e terapêuticas, as quais legitimam a si mesmas como ciências verdadeiras, baseadas em evidências. Os demais saberes, como a psicanálise, passam a ser denominadas de pseudociências. A saúde mental é um grande negócio em que para cada novo transtorno, há novos medicamentos e tratamentos. Nesse contexto, o que poderia a psicanálise frente aos efeitos da segregação decorrente da aliança entre o discurso do capitalismo e da ciência? Qual lugar para o discurso do analista na cidade dos discursos, que produzem grupos fechados, novas identidades para esses sujeitos? Ao analista caberia assumir uma posição ortopédica, servindo a ideologia da criança feliz e funcional, ou sustentar a ética do desejo do sujeito inconsciente, não recuando ante a criança que faz com o seu sintoma uma via de preservação de sua singularidade, continuamente ameaça pelos ideais de normalidade.   
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language Portuguese
publishDate 2024-12-01
publisher Universidade Estadual de Londrina (UEL)
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spelling doaj-art-a3499c2e6344425d8bed52668ccfd3882025-08-20T02:49:29ZporUniversidade Estadual de Londrina (UEL)Educação em Análise2448-03202024-12-019410.5433/1984-7939.2024v9n4p1063A psicopatologizacão e a medicalização das infâncias: o que pode a psicanálise frente aos efeitos da segregação?Halanderson Raymisson da Silva Pereira0https://orcid.org/0000-0001-5928-4894Universidade Federal de Rondônia A psicopatologização e medicalização das infâncias, apresentam-se contemporaneamente com um caráter epidêmico de proporções nacionais e internacionais. Tornou-se uma questão de saúde pública, na qual as crianças são tomadas como objetos de avaliação e intervenções médico-psiquiátricas, atuantes principalmente na regulação de seus comportamentos e corpos, destituindo-as da posição de sujeitos. É irrefutável que há nichos de mercado em expansão com propostas diagnósticas e terapêuticas, as quais legitimam a si mesmas como ciências verdadeiras, baseadas em evidências. Os demais saberes, como a psicanálise, passam a ser denominadas de pseudociências. A saúde mental é um grande negócio em que para cada novo transtorno, há novos medicamentos e tratamentos. Nesse contexto, o que poderia a psicanálise frente aos efeitos da segregação decorrente da aliança entre o discurso do capitalismo e da ciência? Qual lugar para o discurso do analista na cidade dos discursos, que produzem grupos fechados, novas identidades para esses sujeitos? Ao analista caberia assumir uma posição ortopédica, servindo a ideologia da criança feliz e funcional, ou sustentar a ética do desejo do sujeito inconsciente, não recuando ante a criança que faz com o seu sintoma uma via de preservação de sua singularidade, continuamente ameaça pelos ideais de normalidade.    https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/educanalise/article/view/51895SegregaçãoMedicalizaçãoPsicopatologizaçãoInfânciaPsicanálise
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