PREVALÊNCIA E DIAGNÓSTICO DO TRAÇO FALCIFORME EM DOADORES DE SANGUE NO BRASIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Introdução: A presença de hemoglobina S (Hb S) em heterozigose é conhecida como traço falciforme. Embora os indivíduos com essa condição frequentemente não apresentem sintomas graves, o rastreamento em centros de hemoterapia e bancos de sangue é fundamental para garantir a segurança dos doadores e r...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
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| Series: | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924016468 |
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| description | Introdução: A presença de hemoglobina S (Hb S) em heterozigose é conhecida como traço falciforme. Embora os indivíduos com essa condição frequentemente não apresentem sintomas graves, o rastreamento em centros de hemoterapia e bancos de sangue é fundamental para garantir a segurança dos doadores e receptores. Objetivo: Este estudo tem como objetivo revisar a produção bibliográfica brasileira sobre a detecção do traço falciforme em doadores de sangue, focando nos anos de 2021 e 2022. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, empregando palavras-chave específicas em bases de dados como Google Acadêmico e SciELO. Foram selecionados artigos científicos publicados em 2021 e 2022, em português, de acesso gratuito e com relevância para o tema. Resultados: As análises realizadas no Hemocentro Regional de Campos dos Goytacazes e no HEMORIO, ambos localizados no estado do Rio de Janeiro, mostraram as maiores taxas de incidência do traço falciforme entre os doadores de sangue, com prevalências de 2,99% e 3,5%, respectivamente. Em contraste, um estudo conduzido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) revelou uma prevalência significativamente menor, de 0,7%. Discussão: As variações nas taxas de incidência do traço falciforme nas diferentes regiões do Brasil refletem a diversidade genética resultante da miscigenação populacional. Essas diferenças sublinham a necessidade de estratégias regionais para o rastreamento e a gestão do traço falciforme. Conclusão: A revisão ressalta a importância do diagnóstico precoce e da formação de profissionais capacitados para oferecer aconselhamento genético apropriado. O acompanhamento adequado para pais portadores da Hb S ou outras hemoglobinas variantes é crucial para a gestão eficaz da condição e para a segurança dos processos transfusionais. |
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| institution | OA Journals |
| issn | 2531-1379 |
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| publishDate | 2024-10-01 |
| publisher | Elsevier |
| record_format | Article |
| series | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| spelling | doaj-art-a149b436b6054d559fbe7d69412b88582025-08-20T02:17:45ZengElsevierHematology, Transfusion and Cell Therapy2531-13792024-10-0146S77810.1016/j.htct.2024.09.1313PREVALÊNCIA E DIAGNÓSTICO DO TRAÇO FALCIFORME EM DOADORES DE SANGUE NO BRASIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICAMM Souza0WMW Filho1Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Manaus, AM, BrasilFaculdade Estácio do Amazonas, Manaus, AM, BrasilIntrodução: A presença de hemoglobina S (Hb S) em heterozigose é conhecida como traço falciforme. Embora os indivíduos com essa condição frequentemente não apresentem sintomas graves, o rastreamento em centros de hemoterapia e bancos de sangue é fundamental para garantir a segurança dos doadores e receptores. Objetivo: Este estudo tem como objetivo revisar a produção bibliográfica brasileira sobre a detecção do traço falciforme em doadores de sangue, focando nos anos de 2021 e 2022. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, empregando palavras-chave específicas em bases de dados como Google Acadêmico e SciELO. Foram selecionados artigos científicos publicados em 2021 e 2022, em português, de acesso gratuito e com relevância para o tema. Resultados: As análises realizadas no Hemocentro Regional de Campos dos Goytacazes e no HEMORIO, ambos localizados no estado do Rio de Janeiro, mostraram as maiores taxas de incidência do traço falciforme entre os doadores de sangue, com prevalências de 2,99% e 3,5%, respectivamente. Em contraste, um estudo conduzido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) revelou uma prevalência significativamente menor, de 0,7%. Discussão: As variações nas taxas de incidência do traço falciforme nas diferentes regiões do Brasil refletem a diversidade genética resultante da miscigenação populacional. Essas diferenças sublinham a necessidade de estratégias regionais para o rastreamento e a gestão do traço falciforme. Conclusão: A revisão ressalta a importância do diagnóstico precoce e da formação de profissionais capacitados para oferecer aconselhamento genético apropriado. O acompanhamento adequado para pais portadores da Hb S ou outras hemoglobinas variantes é crucial para a gestão eficaz da condição e para a segurança dos processos transfusionais.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924016468 |
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