Tumor do espaço parafaríngeo. Revisão de literatura
Introdução: O espaço parafaríngeo é uma área anatómica complexa, onde se pode encontrar uma grande variedade de tumores, benignos e malignos. No entanto, os tumores do espaço parafaríngeo são raros, representam cerca de 0,5% dos tumores da cabeça e pescoço. Caso clínico: Apresenta-se o caso de um...
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| Main Authors: | , , , , , , |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery
2012-06-01
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| Series: | Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2575 |
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| Summary: | Introdução: O espaço parafaríngeo é uma área anatómica
complexa, onde se pode encontrar uma grande variedade de
tumores, benignos e malignos. No entanto, os tumores do
espaço parafaríngeo são raros, representam cerca de 0,5% dos
tumores da cabeça e pescoço.
Caso clínico: Apresenta-se o caso de um homem de 54 anos
com queixas de roncopatia e disfagia. No exame objectivo
observou-se abaulamento do palato mole com medialização
da amígdala palatina esquerda. O diagnóstico foi de tumor
do espaço parafaríngeo. Foi submetido a cirurgia: abordagem
transcervical-parotídea com mandibulectomia mediana.
O resultado anatomo-patológico da peça operatória foi de
adenoma pleomórfico.
Discussão: Os TEP, pela sua raridade, clínica insidiosa e
inespecífica, podem passar despercebidos por um longo
período de tempo. A história clínica e o exame objectivo
podem sugerir a etiologia da lesão. Os exames imagiológicos
são essenciais para a caracterização destes tumores:
localização, tamanho, extensão. No entanto, há controvérsias
sobre o que se deve pedir como exame de primeira linha. Há
autores que consideram a citologia aspirativa por agulha fina,
essencial no diagnóstico histológico tumoral. O tratamento de escolha dos TEP é cirúrgico. Várias abordagens cirúrgicas têm
sido descritas ao longo do tempo. A escolha da técnica cirúrgica
depende da localização, do tamanho e da extensão tumoral.
Conclusão: Os TEP são tumores raros e maioritariamente
assintomáticos. O índice de suspeita tem de ser elevado, O
tratamento destes tumores é considerado um desafio. Sendo
raros, a experiência pessoal é sempre reduzida. Localizandose
numa área anatómica complexa, o acesso é difícil. O
tratamento é cirúrgico. Na maioria dos casos, é utilizada
a abordagem transcervical para tumores retro-estilóides
e a abordagem transcervical-parotídea para tumores préestilóides,
com ou sem mandibulectomia. A decisão cirúrgica
acertada, permite o sucesso terapêutico, reduz o risco de
complicações pós-operatórias, bem como o risco de recidiva
tumoral.
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|---|---|
| ISSN: | 2184-6499 |