AVALIAÇÃO LABORATORIAL DOS INTERFERENTES PRÉ-ANALÍTICOS EM EXAMES DE HEMOSTASIA POR DIFERENTES METODOLOGIAS
Introdução: Os testes coagulométricos sofrem com os interferentes da fase pré-analítica, dessa forma, implica-se que o preparo do paciente, a coleta e o transporte da amostra sejam feitos de maneira eficiente. Os principais interferentes pré-analíticos são a hemólise, lipemia e icterícia. Estes inte...
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| Main Authors: | , , , , , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
|
| Series: | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924006175 |
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|---|---|
| author | VLC Milczarski IVC Morkis CS Mariot P Portela C Ghem GG Correa |
| author_facet | VLC Milczarski IVC Morkis CS Mariot P Portela C Ghem GG Correa |
| author_sort | VLC Milczarski |
| collection | DOAJ |
| description | Introdução: Os testes coagulométricos sofrem com os interferentes da fase pré-analítica, dessa forma, implica-se que o preparo do paciente, a coleta e o transporte da amostra sejam feitos de maneira eficiente. Os principais interferentes pré-analíticos são a hemólise, lipemia e icterícia. Estes interferentes podem culminar em erro analítico e subsequente comprometimento do resultado, sendo de suma importância a checagem destes. Algumas automações de coagulação já dispõem da checagem automatizada de interferentes, como a automação ACL Top® da Werfen, que realiza a verificação pré-analítica da amostra através do índice de hemólise, icterícia e lipemia (HIL). Objetivos: Este estudo teve como objetivo verificar o impacto da utilização da análise automatizada de interferentes no número de recoletas por hemólise. Metodologia: Foi avaliado o número de exames processados e o número de recoletas por hemólise detectada através de inspeção visual da amostra no período de dezembro de 2021 a dezembro de 2022, para os exames Tempo de Protrombina (TP), Tempo de Protrombina Ativado (TTPa), Fator V (FV), D-dímeros (DD), Fibrinogênio (Fib). Além do número de exames processados e o número de recoletas por hemólise após a implementação do equipamento ACL Top® 750 da Werfen, que possibilitou a detecção automática da hemólise, no período de dezembro de 2022 a dezembro de 2023. O presente estudo foi realizado no Laboratório de Análises Clínicas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), e aprovado pelo CEP (HCPA) sob número 2017-0045. Resultados: Em 2022, a unidade realizou 97.375 exames, sendo 482 amostras (0,49%) recoletadas após a hemólise ser verificada. Em 2023, realizaram-se 93.940 exames, e o número de amostras recoletadas caiu para 343 (0,35%). O exame com maior índice de recoleta foi DD, com 0,99%, em sequência, TTPa (0,57%), TP (0,43%), Fib (0,37%), e, por fim, FV (0,24%). Já no ano seguinte, evidenciou-se, também, uma queda nas amostras recoletadas, com DD sendo o mais frequente (0,61%), seguido de TTPa (0,42%), Fib (0,38%), TP (0,32%) e, acerca do FV, nenhuma amostra precisou ser recoletada. DISCUSSÕES: A hemólise acaba por interferir negativamente na maioria dos testes de coagulação, ocasionando uma depleção de alguns fatores da coagulação e alterando os resultados dos testes, por exemplo, TP e TTPA. O equipamento ACL Top® 750 demonstrou ser efetivo ao evidenciar a hemólise nas amostras em que o analista não conseguiu visualizar macroscopicamente este interferente, uma vez que esta tecnologia determina o grau de hemólise através da absorbância da amostra entre os comprimentos de onda de 405 nm e 535 nm. Ademais, notou-se que o DD foi o exame mais recoletado - este sofrendo resultados falso-positivos na presença de hemólise, devido à ativação da cascata de coagulação. Por fim, como demonstrado, a análise por inspeção visual de hemólise enquadra-se como subjetiva, ao passo que a análise por automação mostrou eficácia na sua análise. Conclusões: Pode-se verificar que as metodologias automatizadas diminuem a subjetividade da avaliação visual da hemólise, reduzindo as amostras que necessitaram de recoleta e aumentando a segurança na liberação dos resultados na rotina laboratorial. |
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| institution | OA Journals |
| issn | 2531-1379 |
| language | English |
| publishDate | 2024-10-01 |
| publisher | Elsevier |
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| series | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| spelling | doaj-art-9f4086744ec5479789cba8eef29db3cf2025-08-20T02:17:36ZengElsevierHematology, Transfusion and Cell Therapy2531-13792024-10-0146S169S17010.1016/j.htct.2024.09.284AVALIAÇÃO LABORATORIAL DOS INTERFERENTES PRÉ-ANALÍTICOS EM EXAMES DE HEMOSTASIA POR DIFERENTES METODOLOGIASVLC Milczarski0IVC Morkis1CS Mariot2P Portela3C Ghem4GG Correa5Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Porto Alegre, RS, Brasil; Unidade de Hematologia e Citometria de Fluxo, Serviço do Diagnóstico Laboratorial, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, BrasilUnidade de Hematologia e Citometria de Fluxo, Serviço do Diagnóstico Laboratorial, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, BrasilUnidade de Hematologia e Citometria de Fluxo, Serviço do Diagnóstico Laboratorial, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, BrasilUnidade de Hematologia e Citometria de Fluxo, Serviço do Diagnóstico Laboratorial, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, BrasilUnidade de Hematologia e Citometria de Fluxo, Serviço do Diagnóstico Laboratorial, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, BrasilUnidade de Hematologia e Citometria de Fluxo, Serviço do Diagnóstico Laboratorial, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, BrasilIntrodução: Os testes coagulométricos sofrem com os interferentes da fase pré-analítica, dessa forma, implica-se que o preparo do paciente, a coleta e o transporte da amostra sejam feitos de maneira eficiente. Os principais interferentes pré-analíticos são a hemólise, lipemia e icterícia. Estes interferentes podem culminar em erro analítico e subsequente comprometimento do resultado, sendo de suma importância a checagem destes. Algumas automações de coagulação já dispõem da checagem automatizada de interferentes, como a automação ACL Top® da Werfen, que realiza a verificação pré-analítica da amostra através do índice de hemólise, icterícia e lipemia (HIL). Objetivos: Este estudo teve como objetivo verificar o impacto da utilização da análise automatizada de interferentes no número de recoletas por hemólise. Metodologia: Foi avaliado o número de exames processados e o número de recoletas por hemólise detectada através de inspeção visual da amostra no período de dezembro de 2021 a dezembro de 2022, para os exames Tempo de Protrombina (TP), Tempo de Protrombina Ativado (TTPa), Fator V (FV), D-dímeros (DD), Fibrinogênio (Fib). Além do número de exames processados e o número de recoletas por hemólise após a implementação do equipamento ACL Top® 750 da Werfen, que possibilitou a detecção automática da hemólise, no período de dezembro de 2022 a dezembro de 2023. O presente estudo foi realizado no Laboratório de Análises Clínicas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), e aprovado pelo CEP (HCPA) sob número 2017-0045. Resultados: Em 2022, a unidade realizou 97.375 exames, sendo 482 amostras (0,49%) recoletadas após a hemólise ser verificada. Em 2023, realizaram-se 93.940 exames, e o número de amostras recoletadas caiu para 343 (0,35%). O exame com maior índice de recoleta foi DD, com 0,99%, em sequência, TTPa (0,57%), TP (0,43%), Fib (0,37%), e, por fim, FV (0,24%). Já no ano seguinte, evidenciou-se, também, uma queda nas amostras recoletadas, com DD sendo o mais frequente (0,61%), seguido de TTPa (0,42%), Fib (0,38%), TP (0,32%) e, acerca do FV, nenhuma amostra precisou ser recoletada. DISCUSSÕES: A hemólise acaba por interferir negativamente na maioria dos testes de coagulação, ocasionando uma depleção de alguns fatores da coagulação e alterando os resultados dos testes, por exemplo, TP e TTPA. O equipamento ACL Top® 750 demonstrou ser efetivo ao evidenciar a hemólise nas amostras em que o analista não conseguiu visualizar macroscopicamente este interferente, uma vez que esta tecnologia determina o grau de hemólise através da absorbância da amostra entre os comprimentos de onda de 405 nm e 535 nm. Ademais, notou-se que o DD foi o exame mais recoletado - este sofrendo resultados falso-positivos na presença de hemólise, devido à ativação da cascata de coagulação. Por fim, como demonstrado, a análise por inspeção visual de hemólise enquadra-se como subjetiva, ao passo que a análise por automação mostrou eficácia na sua análise. Conclusões: Pode-se verificar que as metodologias automatizadas diminuem a subjetividade da avaliação visual da hemólise, reduzindo as amostras que necessitaram de recoleta e aumentando a segurança na liberação dos resultados na rotina laboratorial.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924006175 |
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