Desigualdades sociais e mortalidade na COVID-19: estudo transversal no nordeste do Brasil

Objetivo: Analisar a associação entre as desigualdades sociais e condições socioeconômicas e a mortalidade por COVID-19 em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital do nordeste brasileiro, de abril de 2020 a junho de 2021. Métodos: estudo transversal, descritivo e analítico realizado com casos con...

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Main Authors: Andréa Mazza Beliero, Aline Ávila Vasconcelos, Ananda Caroline Vasques Dantas Coelho, Érica Carine Rodrigues Pedrosa, Maria Juscinaide Henrique Alves, Giovanna Mazza Cruz Lima, Ana Paula Pires Lázaro, Gdayllon Cavalcante Menezes, Polianna Lemos Moura Moreira Albuquerque, Francisco José Maia Pinto, Geraldo Bezerra da Silva Junior, Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça Fernandes
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Ceará 2025-07-01
Series:Revista de Medicina da UFC
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufc.br/revistademedicinadaufc/article/view/83512
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Description
Summary:Objetivo: Analisar a associação entre as desigualdades sociais e condições socioeconômicas e a mortalidade por COVID-19 em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital do nordeste brasileiro, de abril de 2020 a junho de 2021. Métodos: estudo transversal, descritivo e analítico realizado com casos confirmados de COVID-19 através de amostra por conveniência de 235 pacientes. Na análise descritiva utilizaram-se frequências absolutas e percentuais, média, mediana e desvio padrão. Na inferencial utilizou-se o teste de qui-quadrado de Wald, considerando-se p<0,20. No modelo ajustado utilizou-se a regressão de Poisson com p <0,05. O teste de Omnibus verificou a significância do modelo ajustado. O teste t de student comparou categorias/grupos. Resultados: dos 235 pacientes a maioria teve óbito como desfecho (63,8%), eram do sexo masculino (60,8%), idade igual ou maior a 60 anos (51,1%) e com comorbidade (64,7%). Tempo do início dos sintomas até a internação igual ou maior que nove dias (53,6%), fez uso de suporte ventilatório invasivo (64,7%) com tempo de internação igual ou maior que 9 dias (70,6%). Na análise espacial os óbitos ocorreram naqueles provenientes de áreas desfavorecidas. Conclusão: a mortalidade hospitalar observada foi consistente com as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde de qualidade durante a pandemia.
ISSN:0100-1302
2447-6595