Comportamento fenológico no evento pós-queima e biologia reprodutiva de Spiranthera odoratissima A. St.-Hil. (Rutaceae)

O comportamento fenológico das espécies de cerrado influenciadas pela ação de queimadas é pouco conhecido. O estudo da fenologia e biologia reprodutiva de Spiranthera odoratissima A. St.-Hil. foi realizado em uma área antropizada de cerrado sensu stricto submetida ao fogo no município  de Goiânia,...

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Main Authors: Cristiane Soares Pereira da Silva, Mirley Luciene dos Santos
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2011-09-01
Series:Biotemas
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/20961
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Description
Summary:O comportamento fenológico das espécies de cerrado influenciadas pela ação de queimadas é pouco conhecido. O estudo da fenologia e biologia reprodutiva de Spiranthera odoratissima A. St.-Hil. foi realizado em uma área antropizada de cerrado sensu stricto submetida ao fogo no município  de Goiânia, Goiás. Observações fenológicas evidenciaram que os indivíduos floresceram sincronicamente três meses após a queima. Os  ritmos fenológicos estiveram associados aos efeitos da sazonalidade pluviométrica, padrão característico das espécies subarbustivas de cerrado. As flores são brancas, de odor adocicado e estão reunidas em inflorescências paniculadas. A antese é crepuscular e inicia-se por volta das 16h. Os recursos oferecidos aos visitantes são pólen e néctar. A espécie produz 32,8?l (± 3,4) de néctar com concentração média de 16,4% (± 0,43) em equivalentes de sacarose. O sistema de polinização (falenofi lia) foi proposto com base na análise das características florais. Os visitantes observados foram abelhas (Apis mellifera Linnaeus), moscas, vespas, formigas e besouros, porém, devido ao comportamento na inflorescência,  foram considerados apenas pilhadores de recursos. Foi constatado que Trigona spinipes Fabr. pode atuar como polinizador secundário durante a pilhagem de pólen. Os resultados das polinizações manuais e o índice de incompatibilidade (ISI) indicam que a espécie é xenógama e auto-compatível.
ISSN:0103-1643
2175-7925