Conflitos Agrários e socioambientais

A estrutura fundiária brasileira é marcada pela grilagem de terras, geralmente de pessoas com menos poder para reagir. Com a expansão capitalista no campo, esse problema se intensificou, sendo uma prática recorrente do capital para garantir a sua reprodução. Quem rouba a terra de outra pessoa não a...

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Bibliographic Details
Main Authors: Adelma Ferreira de Souza, Eonilson Antônio de Lima, Mariana Leite Lima
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) 2025-02-01
Series:Revista Fim do Mundo
Subjects:
Online Access:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RFM/article/view/17136
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Description
Summary:A estrutura fundiária brasileira é marcada pela grilagem de terras, geralmente de pessoas com menos poder para reagir. Com a expansão capitalista no campo, esse problema se intensificou, sendo uma prática recorrente do capital para garantir a sua reprodução. Quem rouba a terra de outra pessoa não apenas tira um pedaço de chão, mas também as condições essenciais para essa pessoa continuar existindo. Nesse cenário conturbado, povos tradicionais, entre eles os quilombolas, estão travando lutas, enfrentando violência e constantes ameaças sobre seus territórios, na defesa do seu modo de vida. Uma das mais importantes estratégias de defesa de seus territórios é a regularização jurídica de áreas tradicionalmente ocupadas. No entanto, esse é um processo burocrático, atravessado por conflitos, que gera exclusão social e insegurança jurídica em relação aos direitos historicamente conquistados por essas comunidades. Este trabalho propõe-se, portanto, a analisar a experiência da comunidade quilombola Claro, Prata e Ouro Fino na luta em defesa de seu território, frente ao acirramento de disputas fundiárias e ao agravamento de conflitos socioterritoriais.
ISSN:2675-3812
2675-3871