A Filosofia da Medicina segundo Edmund Pellegrino
O que é a Medicina? Hipócrates, em Peri Tékhne, define que o objetivo da medicina é afastar os sofrimentos do doente e diminuir a violência de suas doenças. Durante a Idade Média, sob influência cristã, incorporou-se à tradição hipocrática o caráter piedoso: medicina é curar algumas vezes, aliviar...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Editorial Neogranadina
2025-05-01
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| Series: | Revista Latinoamericana de Bioética |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.unimilitar.edu.co/index.php/rlbi/article/view/7331 |
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| Summary: | O que é a Medicina? Hipócrates, em Peri Tékhne, define que o objetivo da medicina é afastar os sofrimentos do doente e diminuir a violência de suas doenças. Durante a Idade Média, sob influência cristã, incorporou-se à tradição hipocrática o caráter piedoso: medicina é curar algumas vezes, aliviar muitas vezes, consolar sempre. Etimologicamente, o vocábulo medicina vem do latim mederi, que significa saber o melhor caminho ou, também, tratar, curar. Entretanto, tem a medicina um fundamento ontológico? Em diferentes épocas, pensadores buscaram refletir sobre a natureza da medicina e sua prática. No século XX, foi notável nesse quesito a contribuição do médico, professor e bioeticista norte-americano Edmund D. Pellegrino. Influenciado pela filosofia aristotélico-tomista, ele sustentou que a filosofia da medicina seria um campo legítimo de conhecimento, dedicado especificamente a estudar a ontologia da medicina e a moralidade interna da arte médica, distinto da filosofia da ciência. Para Pellegrino, a atividade médica tem uma teleologia – o bem do paciente, uma noção integrada da medicina, do paciente e do bem humano. Suas reflexões foram motivadas em parte pelo crescente surgimento de teorias e desafios éticos e por sua compreensão da necessidade de alicerçar a ética em algo para além de princípios, virtudes e hermenêutica. Análises nesse sentido parecem bastante pertinentes perante os novos desafios gerados aos médicos e profissionais da saúde pela tecnologia, em especial, a inteligência artificial. Assim, a proposta do presente artigo é, partindo do contexto da tradição médica ocidental, apresentar reflexões elaboradas pelo bioeticista Edmund Pellegrino acerca da Filosofia da Medicina: conceptualização, características e dificuldades.
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| ISSN: | 1657-4702 2462-859X |