Estapedotomia: análise de fatores que afetam o prognóstico funcional

Objetivos: Avaliar a taxa de sucesso da estapedotomia e investigar a influência de fatores de prognóstico nos resultados auditivos. Materiais e Métodos: Estudo retrospetivo de 157 ouvidos submetidos à estapedotomia primária, de 2001 a 2022. Foram analisados fatores relacionadas com o doente e com...

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Main Authors: Ana Margarida Araújo Martins, Catarina Pinto, Mariana Santos, Rita Moura, Rui Fonseca
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2025-06-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3070
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Description
Summary:Objetivos: Avaliar a taxa de sucesso da estapedotomia e investigar a influência de fatores de prognóstico nos resultados auditivos. Materiais e Métodos: Estudo retrospetivo de 157 ouvidos submetidos à estapedotomia primária, de 2001 a 2022. Foram analisados fatores relacionadas com o doente e com o procedimento que influenciam os limiares tonais pós-operatórios. Foram separados 2 grupos tendo em conta o diâmetro de haste da prótese utilizada (0,4mm – 68 ouvidos; 0,6mm – 89 ouvidos). Definiu-se como sucesso cirúrgico a presença de gap aéreo-ósseo (GAO) pós-operatórios £ 10 dB HL. Resultados: O sucesso cirúrgico foi alcançado em 64% dos ouvidos operados. Obtiveram-se melhorias significativas dos limiares de condução aérea e do GAO com ganho auditivo médio de 18,67 ± 10,8 dB HL. Comparando os diâmetros das próteses auditivas utilizadas não foram encontradas diferenças significativas (p>0,05) relativamente aos ganhos no LTM-CA (21,11 vs. 18,71 dB), LTM-CO (2,40 vs. 0,29 dB) e LTM-GAO (18,71 vs. 18,62 dB). O sucesso cirúrgico foi semelhante entre os dois tipos de próteses, sendo ligeiramente superior (não estatisticamente significativo) quando utilizada a prótese de maior diâmetro (66,3% vs. 61,8%). A análise multivariada dos fatores de prognóstico, obteve como variáveis independentes de menor sucesso cirúrgico (IC 95%): GAO pré-operatório (p = 0,042) e idade do doente (p=0,045). As variáveis: género, a presença de acufeno ou vertigem pré-operatória não influenciam de forma independente e significativa o sucesso da cirurgia (p>0,05). Conclusões: A estapedotomia é um procedimento com bons resultados funcionais. O diâmetro da prótese não influencia o resultado cirúrgico. O GAO pré-operatório > 30 dB HL e a idade < 50 anos parecem ser fatores que influenciam o sucesso cirúrgico. O género, a presença de acufeno ou vertigem pré-operatória parecem não influenciar o sucesso da cirurgia.
ISSN:2184-6499