Programa para autogestão das consequências da dependência de substâncias: Estudo experimental piloto randomizado

Introdução Milhões de pessoas têm a sua saúde e o seu estado social afetados devido ao uso nocivo de álcool e drogas.1 Objetivo Avaliar a eficácia de um programa de treino para a autogestão das consequências da dependência de substâncias. Métodos Adultos integrados no mínimo 5 semanas em pro...

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Main Authors: Paulo Seabra, Rui Sequeira, Ana Sequeira, Fernando Miguel, Paula Amaral, Carlos Sequeira
Format: Article
Language:English
Published: Nursing Research, Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR) of the Nursing School of Lisbon (ESEL) 2025-06-01
Series:Pensar Enfermagem
Subjects:
Online Access:https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/390
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Summary:Introdução Milhões de pessoas têm a sua saúde e o seu estado social afetados devido ao uso nocivo de álcool e drogas.1 Objetivo Avaliar a eficácia de um programa de treino para a autogestão das consequências da dependência de substâncias. Métodos Adultos integrados no mínimo 5 semanas em programas medicamentosos para álcool e outras drogas, foram selecionados aleatoriamente neste estudo piloto realizado em um único centro em ambulatório, durante 2023. Desenho de grupo paralelo comparando utentes que receberam o programa de Autogestão de Consequências do Dependência de Substâncias (ADSProgram),2 com outros recebendo tratamento usual (TAU), realizando avaliação da efetividade e identificação de possíveis ajustes no programa e no desenho do estudo. Dados coletados na avaliação inicial (T0) e após 8 a 21 semanas (T1) com as escalas sobre as consequências da dependência de substâncias3 (CDS) e a de Saúde mental positiva (SMP) e a percentagem de diagnósticos de enfermagem. Resultados 236 utentes foram triados e 72 foram randomizados, 38 para ADSProgram e 34 para TAU. Aqueles no ADSProgram frequentaram mais consultas (6 versus 2). Os utentes que finalizaram o Programa (n=25) melhoram o valor médio da Escala CDS=35,64 (dp=6,18) para 47,60 (dp= 9,02) (teste t para amostras emparelhadas p=<0,001), mas, os utentes em TAU (n=16) também melhoram o valor médio=37,56 (dp=7,05) para 52,50 (dp=11,78) (p=<0,001). Aqueles no ADSProgram melhoram o valor médio na Escala SMP=51,52 (dp=8,23) para 55,24 (dp=7,94) (p<0,001) (n=21), e os pacientes em TAU também melhoram seu valor médio=55,17 (dp=7,39) para 57,17 (DP=6,82) (p=0,0,54) (n=12). Houve redução de 48,8% no número de diagnósticos em todos os utentes do Programa. Conclusão Este ensaio piloto demonstra que o programa é aplicável e pode ser efetivo para melhorar a autogestão das CDS. O programa deve ser adaptado entre 6 a 18 semanas, devido ao número alcançável de consultas de enfermagem. É necessário um futuro ensaio clínico randomizado maior.
ISSN:0873-8904
1647-5526