METODOLOGIAS UTILIZADAS PELOS PSICANALISTAS BRASILEIROS NO TRABALHO COM OS APENADOS

Uma breve análise da situação do sistema carcerário brasileiro da contemporaneidade demonstrou que os presídios, em sua maioria, encontram-se repletos de problemas, advindos, principalmente, da superlotação. É diante desse cenário que o presente estudo se dispôs a entender quais são as metodologias...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Talita Martins Ferreira, Magali Milene Silva
Format: Article
Language:Spanish
Published: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 2025-06-01
Series:Pretextos
Subjects:
Online Access:https://periodicos.pucminas.br/pretextos/article/view/32564
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:Uma breve análise da situação do sistema carcerário brasileiro da contemporaneidade demonstrou que os presídios, em sua maioria, encontram-se repletos de problemas, advindos, principalmente, da superlotação. É diante desse cenário que o presente estudo se dispôs a entender quais são as metodologias utilizadas pelos psicanalistas no trabalho com os apenados, buscando, assim, refletir qual o papel da Psicanálise diante de um quadro bastante problemático. A contribuição da Psicanálise ao estudo do homem em sua relação com o crime não é recente. Freud apontou um fato interessante: alguns atos relacionados às ações proibidas, em sua execução, acarretavam um alívio por que os infratores já sofriam um opressivo sentimento de culpa, com origem desconhecida. Dessa forma, ao praticarem uma ação má, essa opressão se atenuava, pois, então, a culpa podia ser justificada. Já Lacan discorre sobre a dimensão da responsabilidade como paradigma no tratamento do criminoso. A responsabilidade implica uma relação com a causa do seu ato, ou seja, qual ponto da subjetividade foi tocado e produziu esse ato. A clínica psicanalítica não é específica para cada contexto de atuação. No entanto, pergunta-se como os psicanalistas contemporâneos trabalham com a Psicanálise no contexto prisional, levando em conta a singularidade desse espaço de escuta. Como resultados, verificou-se que as práticas utilizadas pelos psicanalistas foram: Conversação, Observação, Narrativa Interativa, Atendimento Psicológico Individual, Leitura cmo Revivência e Entrevistas Semiestruturadas. A clínica psicanalítica tem como única regra a associação livre de ideias. A partir dela, é aberta a diversas formas de trabalho, que podem ser inventadas por cada analista. Entretanto, existem recomendações relevantes para se falar de uma metodologia propriamente psicanalítica. A pesquisa discute essas questões e aponta a importância de publicações sobre a escuta analítica em diferentes contextos.
ISSN:2448-0738