Intercambiabilidade dos biossimilares do Trastuzumabe no tratamento neoadjuvante do câncer de mama: Um estudo de vida real

Introdução: O Trastuzumabe (T) está incorporado no SUS para o tratamento de primeira linha do câncer de mama (CaM) HER 2 - positivo. A intercambiabilidade (IC) entre um produto comparador pelo biossimilar (BS) é um tema controverso. Estudos pós-comercialização são necessários para garantir a segura...

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Main Authors: Monica Cambrussi Cambrussi, Ana Paula Prestes, Ana Claudia Machado Marra, Isabela Marquezini Rovel, Marcea Bechara Carneiro, João Soares Nunes
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia 2025-06-01
Series:Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Subjects:
Online Access:https://ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1070
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Description
Summary:Introdução: O Trastuzumabe (T) está incorporado no SUS para o tratamento de primeira linha do câncer de mama (CaM) HER 2 - positivo. A intercambiabilidade (IC) entre um produto comparador pelo biossimilar (BS) é um tema controverso. Estudos pós-comercialização são necessários para garantir a segurança e eficácia em situações de IC. Objetivo: Avaliar se a IC entre diferentes fabricantes de BS do T interfere na taxa de resposta patológica completa (RPC) no tratamento neoadjuvante do CaM HER 2 – positivo. Métodos: Foram revisados os dados clínicos de pacientes diagnosticadas com CaM, HER 2 – positivo, estadiamento clínico III, entre 2020 a 2022. Estas pacientes receberam tratamento neoadjuvante baseado em quimioterapia mais T, via SUS em um Hospital Oncológico localizado no sul do Brasil. Resultados: Entre 2020 a 2022 o SUS disponibilizou 4 diferentes fabricantes do T. 138 pacientes foram elegíveis para análise. 78 pacientes receberam apenas um tipo de composto do T (Grupo não intercambiabilidade – GNIC) e 60 pacientes receberam pelo menos 2 compostos diferentes do T. Ambos os grupos foram clinicamente comparáveis (idade, perfil histológico, tamanho do tumor e estadiamento dos gânglios linfáticos e axilares). A taxa de IC ao longo do tempo foi de 11%, 53% e 33% em 2020, 2021 e 2022, respectivamente. A RPC foi de 33,33% no GNIC versus 33,33% no GCI. Ambos os grupos foram comparáveis em termos de incidência de mielotoxicidade, reações infusionais e cardiotoxicidade. Conclusão: O presente estudo demonstrou que a IC entre BS do T não interferiu de forma estatisticamente significativa na RPC.
ISSN:2525-5010
2525-7323