Detecção de Mudanças no Bioma Mata Atlântica em Joinville (SC) por meio da Análise de Uso e Cobertura da Terra (2001-2022)

No Brasil, existe a necessidade de equilibrar a urbanização com a preservação ambiental, conservando biomas como a Mata Atlântica, um hotspot ameaçado no país e no estado de Santa Catarina. Este estudo analisou as mudanças no bioma da Mata Atlântica em Joinville, entre 2001 e 2022, usando dados da...

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Main Authors: Vanessa Brusamarello, Ademir Kleber Morbeck de Oliveira, Rosemary Matias
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual de Londrina 2025-06-01
Series:Geografia (Londrina)
Subjects:
Online Access:https://www.ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/view/52040
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Description
Summary:No Brasil, existe a necessidade de equilibrar a urbanização com a preservação ambiental, conservando biomas como a Mata Atlântica, um hotspot ameaçado no país e no estado de Santa Catarina. Este estudo analisou as mudanças no bioma da Mata Atlântica em Joinville, entre 2001 e 2022, usando dados da Coleção 8 do MapBiomas e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Metodologicamente, a pesquisa descritiva e exploratória realizou análises estatísticas e multivariadas, por meio da Análise dos Componentes Principais (ACP), para identificar fatores com maior correlação. Em relação aos ambientes naturais, os resultados demonstram poucas mudanças nas áreas de Formação Florestal (+0,6%), aumento na Restinga Arbórea (+4,7%) e redução de Manguezais (-18,7%). Nas áreas antropizadas, observou-se redução de áreas de cultivo e crescimento de Pastagens (+7,0%) e Áreas Urbanizadas (+17,4%), indicando o avanço da urbanização, principalmente em áreas de manguezais e cultivo. A ACP evidenciou, entre 2001 e 2010, correlação significativa em relação às variáveis Formação Natural não Florestal, Agropecuária, Desmatamento e Água; já de 2017 a 2022 evidenciou correlação entre Produto Interno Bruto (PIB), População e Área não Vegetada. A Formação Florestal não apresentou correlação com nenhuma variável, sendo 2011 a 2016 o período de maior variação.
ISSN:2447-1747