BARREIRAS DE ACESSO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Introdução: O Brasil é o país que mais matou as travestis e as pessoas trans nos últimos quinze anos. Além disso, violações de direitos são cometidas quando essas pessoas buscam as mais diversas políticas públicas, inclusive as da pasta da saúde. Objetivo: Investigar, na literatura brasileira, barr...
Saved in:
| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
2025-03-01
|
| Series: | Saberes Plurais |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade;www.scielo.br/index.php/saberesplurais/article/view/144857 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | Introdução: O Brasil é o país que mais matou as travestis e as pessoas trans nos últimos quinze anos. Além disso, violações de direitos são cometidas quando essas pessoas buscam as mais diversas políticas públicas, inclusive as da pasta da saúde. Objetivo: Investigar, na literatura brasileira, barreiras de acesso aos serviços públicos de saúde enfrentadas pelas travestis e pessoas trans no Brasil, assim como compreender quais são os efeitos causados em suas vidas quando estas não acessam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Metodologia: Esta pesquisa foi realizada a partir de uma revisão integrativa da literatura com artigos publicados entre 2015 e 2023. A análise dos dados foi realizada pela análise de conteúdo. Resultados: Foram analisados 13 artigos. As categorias identificadas na análise trataram das barreiras de acesso e dos efeitos causados por essas barreiras. Ambas demonstraram os impactos negativos ocasionados por uma série de fatores (geográficos, estruturais, técnicos, políticos e sociais) que atinge a vida das pessoas trans e das travestis. Conclusão: A falta de acesso afeta os princípios basilares do SUS, uma vez que as travestis e as pessoas trans experienciam dificuldades na busca e no acesso aos seus direitos pela saúde. A revisão mostrou que o acesso, geralmente, é marcado pela exclusão e isolamento social; impactos na saúde mental; transfobia; visão negativa do SUS; descontinuidade do cuidado e responsabilidade individual pelo acompanhamento em saúde. Diante disso, a práxis dos profissionais de saúde precisa ser direcionada por um projeto ético-político.
|
|---|---|
| ISSN: | 2525-507X |