Análise dos índices de exposição de sistemas CR em exames de tórax

Com o uso dos sistemas de imagem digitais surgiu a necessidade de se criar padrões para indicadores de exposição dos detectores, particularmente nos sistemas de radiologia computadorizada (CR). O objetivo deste estudo foi avaliar índices de exposição propostos por um fabricante (S-Value - Fuji) e,...

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Main Authors: Danilo Lemos Souza, Michel Franco Francisco, Silvio Ricardo Pires, Regina Bitelli Medeiros, Marcelo Baptista Freitas
Format: Article
Language:English
Published: Brazilian Radiation Protection Society (Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica, SBPR) 2019-01-01
Series:Brazilian Journal of Radiation Sciences
Subjects:
Online Access:https://bjrs.org.br/revista/index.php/REVISTA/article/view/344
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Description
Summary:Com o uso dos sistemas de imagem digitais surgiu a necessidade de se criar padrões para indicadores de exposição dos detectores, particularmente nos sistemas de radiologia computadorizada (CR). O objetivo deste estudo foi avaliar índices de exposição propostos por um fabricante (S-Value - Fuji) e, mais recentemente, pela IEC 62494-1 e AAPM Task Group 116 (índice de exposição padronizado e seu desvio – EI e DI). A avaliação foi realizada para exames de tórax em pacientes assistidos em dois hospitais públicos de grande porte. Para avaliar a dose de entrada na pele (DEP) dos pacientes examinados, foram coletadas as seguintes informações: tensão do tubo, produto corrente-tempo, distância foco-detector e espessura do paciente. Foram registrados os valores dos índices de exposição (S-Value, EI e DI) das imagens aceitas clinicamente. Em ambos hospitais constatou-se uma grande variação dos índices de exposição: S-Value de 419 a 4093 e DI de -1,6 a +4,3 (–30% a +170% em relação ao índice de exposição alvo - EIT), indicando total desacordo com os valores recomendados. Esses resultados foram corroborados por meio da análise das DEP, alcançando em um dos hospitais valores em média 3,5 vezes acima dos níveis de referência recomendados. Verificou-se baixa correlação entre DEP e espessura dos pacientes, indicando a necessidade de um maior rigor na adequação das técnicas ao biótipo dos pacientes. Os resultados obtidos nos dois hospitais apontam para a necessidade de implementação de um programa de otimização das doses praticadas em associação com a qualidade da imagem e de treinamento para o uso adequado dos índices de exposição pelos técnicos.
ISSN:2319-0612