Ironia e textualidade

 A ironia sempre despertou interesse e debate em diversas áreas do conhecimento. No campo da linguística, estudiosos têm se dedicado a compreender e analisar as características e funções da ironia como uma forma peculiar de comunicação. A natureza paradoxal da ironia desafia abordagens convencionai...

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Main Authors: Mariza Angelica Paiva Brito, Mônica Magalhães Cavalcante
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal do Rio de Janeiro 2024-04-01
Series:Revista Linguística
Online Access:https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/63038
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issn 1808-835X
2238-975X
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publishDate 2024-04-01
publisher Universidade Federal do Rio de Janeiro
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spelling doaj-art-928f93355fde4dcb8b05683a54f36f0d2025-08-20T02:00:41ZporUniversidade Federal do Rio de JaneiroRevista Linguística1808-835X2238-975X2024-04-0120110.31513/linguistica.2024.v20n1a6303846028Ironia e textualidadeMariza Angelica Paiva Brito0https://orcid.org/0000-0001-5375-5480Mônica Magalhães Cavalcante1https://orcid.org/0000-0002-5561-3993Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)Universidade Federal do Ceará (UFC)  A ironia sempre despertou interesse e debate em diversas áreas do conhecimento. No campo da linguística, estudiosos têm se dedicado a compreender e analisar as características e funções da ironia como uma forma peculiar de comunicação. A natureza paradoxal da ironia desafia abordagens convencionais, demandando uma investigação aprofundada em diversas áreas. Na análise dialógica de discursos, Brait (2008) a considera como parte de um cruzamento de vozes, destacando a intertextualidade. Este trabalho adota a perspectiva de Linda Hutcheon (2000), que, embora focada na crítica literária, integra a ironia ao contexto sociocultural. O objetivo é discutir a ironia não apenas por suas marcas linguísticas, mas como fenômeno textual-interacional e discursivo, analisando todo o circuito comunicativo. A abordagem privilegia uma visão descritiva e interpretativa, argumentando que a ironia deve ser compreendida dentro da “cena” em que ocorre. Hutcheon (2000) destaca que a ironia é parte de um processo comunicativo, enfatizando a importância de considerá-la nas relações entre intenções e interpretações. Os critérios propostos pela autora, como aresta crítica, complexidade referencial, intencionalidade atribuída, contrato comunicativo e marcadores de intertextualidade, são redefinidos nesta abordagem. O exemplar utilizado para análise foi extraído de postagens em redes sociais, representando diversos gêneros. https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/63038
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