Avaliação da Mucosite Oral e seus Fatores de Risco em Pacientes com Câncer de Cabeça e Pescoço em Tratamento Radioterápico
Introdução: A mucosite oral é uma condição dolorosa e debilitante, frequentemente observada como efeito adverso agudo do tratamento antineoplásico. Fatores de risco relacionados ao paciente, como idade e gênero, variáveis do tratamento, dose e área irradiada, podem influenciar a gravidade da mucosi...
Saved in:
| Main Authors: | , , , , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
2025-07-01
|
| Series: | Revista Brasileira de Cancerologia |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/5267 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | Introdução: A mucosite oral é uma condição dolorosa e debilitante, frequentemente observada como efeito adverso agudo do tratamento antineoplásico. Fatores de risco relacionados ao paciente, como idade e gênero, variáveis do tratamento, dose e área irradiada, podem influenciar a gravidade da mucosite, impactando negativamente a qualidade de vida dos pacientes oncológicos e a evolução do tratamento. Objetivo: Analisar a prevalência da mucosite oral e identificar os principais fatores de risco associados à sua ocorrência e gravidade em pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia. Método: Estudo observacional transversal de natureza retrospectiva, baseado na análise de 209 prontuários de pacientes atendidos no Hospital do Câncer de Muriaé entre 2018-2022. Resultados: Os resultados mostraram associação significativa entre sexo feminino e ocorrência de mucosite (p=0,020), bem como tumores localizados na língua e boca (p=0,022). O uso de sonda nasoenteral também esteve associado ao agravamento da mucosite (p<0,001), com aumento da utilização conforme o grau da lesão. Pacientes com xerostomia apresentaram maior predisposição ao desenvolvimento da condição (p=0,019). Além disso, a mucosite foi mais prevalente e severa em pacientes submetidos à radioterapia com finalidade curativa em comparação à paliativa (p=0,001 e p=0,013, respectivamente). Conclusão: Os fatores como sexo, localização tumoral, xerostomia, uso de sonda e tipo de radioterapia influenciam diretamente a ocorrência e gravidade da mucosite oral. Tais achados reforçam a importância de estratégias de prevenção individualizadas para um manejo mais eficaz dessa condição.
|
|---|---|
| ISSN: | 0034-7116 2176-9745 |