“Para que” amor? Erotismo como resposta à violência na obra de Byung-Chul Han
O artigo analisa o erotismo como via de resistência à psicopolítica, sistema hegemônico de nosso tempo, segundo o filósofo sul-coreano, Byung-Chul Han. Esse modelo de organização social escraviza os indivíduos utilizando-se de um comando positivado dos comportamentos. Com isso, supera a tirania neg...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Article |
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| Published: |
Universidad Industrial de Santander
2025-01-01
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| Series: | Revista Filosofía UIS |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.uis.edu.co/index.php/revistafilosofiauis/article/view/15223 |
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O artigo analisa o erotismo como via de resistência à psicopolítica, sistema hegemônico de nosso tempo, segundo o filósofo sul-coreano, Byung-Chul Han. Esse modelo de organização social escraviza os indivíduos utilizando-se de um comando positivado dos comportamentos. Com isso, supera a tirania negativada do poder disciplinar vigente no século passado. O neoliberalismo do século XXI ordena, por estímulos afirmativos, que cada indivíduo se empreenda como um ‘eu-projeto’ por meio de três formas de controle psíquico-emocional que, na verdade, fazem-se modos violentos de poder: a ditadura da transparência; o inferno do igual; a coação da liberdade opressora. Para o filósofo, eros é uma importante força transgressora capaz de interditar a truculência dessas violações, fazendo com que o ‘sujeito-nós’, eroticamente retomado, reacenda na sociedade a capacidade do laço e da mutualidade por meio do êxodo de si rumo ao outro. Contudo, o artigo também indaga até que ponto tal teoria consegue dar resposta à violência negativada do capitalismo colonial, sinônimo de assolamento e destruição da alteridade, ainda tão arraigado e atuante no contemporâneo.
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