Programa de reabilitação visual na maculopatia tóxica induzida por antimalárico: Estudo de caso

Introdução: A maculopatia tóxica (MT) por antimaláricos é uma condição macular rara e adquirida, associada à exposição prolongada ou a efeito adverso grave a fármacos antimaláricos, principalmente aos derivados da quinolina como a classe das 4- aminoquinolinas. Por apresentarem maior eficácia, aces...

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Main Authors: Nádia Fernandes, Margarida Reis, Tiago Carvalho, Inês Lopes, Dinora Lopes, Priscila Mendes
Format: Article
Language:English
Published: Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS 2025-08-01
Series:RevSALUS
Subjects:
Online Access:https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/1060
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description Introdução: A maculopatia tóxica (MT) por antimaláricos é uma condição macular rara e adquirida, associada à exposição prolongada ou a efeito adverso grave a fármacos antimaláricos, principalmente aos derivados da quinolina como a classe das 4- aminoquinolinas. Por apresentarem maior eficácia, acessibilidade e segurança relativa, estes compostos são utilizados no tratamento da malária, sobretudo em algumas regiões endémicas. As lesões nas células retinianas, nomeadamente no epitélio pigmentar da retina (EPR), provocadas por estes fármacos são geralmente irreversíveis e podem conduzir a perda de visão central, dificuldade na leitura e fotofobia. Os serviços de baixa visão devem oferecer programas de reabilitação especializados para promover a performance visual destes pacientes. Objetivos: Descrever os resultados obtidos no programa de reabilitação visual (PRV) de um paciente com MT. Metodologia: Homem caucasiano de 52 anos com diagnóstico de MT após terapêutica com antimalárico não identificado, administrado em contexto hospitalar em Angola no ano de 2016, foi incluído no PRV duma clínica oftalmológica em Portugal. O PRV teve duração de 8 semanas e incluiu: história clínica, realização de Perimetria Octopus® (PEC) e da Tomografia de Coerência Óptica Spectral Domain (SD-OCT), avaliação da função visual e estudo do locus retiniano preferencial (PRL), e adaptação de filtros para controlo de deslumbramento; na segunda fase foram adaptados prismas para recolocação de imagem (PRI) para estabilização do PRL. A acuidade visual (AV), sensibilidade ao contraste (SC), velocidade de leitura (VL), PEC macular e estereopsia foram comparados antes e depois da reabilitação. A possível implicação de polimorfismo do citocromo CYP3A4 encontra-se em estudo, no IHMT. Resultados: Ao final do PRV, a AV e a SC aumentaram em duas linhas, a VL duplicou em palavras por minuto, a estereopsia melhorou três valores e verificou-se uma maior estabilidade do PRL na PEC macular. O diagnóstico manteve-se estável ao longo de todo o PRV. Conclusões: Este PRV contribuiu para a melhoria dos parâmetros funcionais avaliados. A referenciação de pacientes com baixa visão devido a MT para PRV poderá constituir uma abordagem eficaz na optimização do desempenho visual e na promoção da sua autonomia. Estudos longitudinais long-term são necessários para avaliar a eficácia da reabilitação.
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