Enterrar umbigos, botar roças e fazer casas: memórias da construção de territórios quilombolas às margens do Velho Chico
Resumo Este texto trata de uma experiência de escrita compartilhada entre duas pessoas quilombolas do território Velho Chico, na Bahia, que são de comunidades e gerações diferentes, mas com memórias coletivas comuns de mobilidades, agenciamentos, construção de parentescos e de territorialidades a pa...
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| Published: |
Universidade Federal do Rio de Janeiro
2025-08-01
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| author | Florisvaldo Rodrigues da Silva Shirley Pimentel de Souza |
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| description | Resumo Este texto trata de uma experiência de escrita compartilhada entre duas pessoas quilombolas do território Velho Chico, na Bahia, que são de comunidades e gerações diferentes, mas com memórias coletivas comuns de mobilidades, agenciamentos, construção de parentescos e de territorialidades a partir das vivências de pessoas negras, pescadoras, lavradoras e quilombolas às margens do rio São Francisco. Nós falamos a partir das ilhas e dos barrancos do rio, das comunidades de Araçá/Cariacá e de Pedra Negra da Extrema, além do Movimento Quilombola do estado da Bahia, apontando para uma reflexão sobre a diversidade dos modos de construção de territórios de liberdade pelas comunidades quilombolas. O argumento aqui apresentado é o de que os processos de construção de alianças e compadrios, os deslocamentos forçados ou planejados no território, o ato de botar roças nas ilhas e vazantes, de fazer casas e de enterrar umbigos são constituintes de uma identidade e modos de vida quilombolas no território Velho Chico. Para nós, contar essas histórias é uma forma de manter viva as nossas existências e agenciamentos, além de mostrar a busca constante por um território onde possamos viver sossegados. |
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| institution | Kabale University |
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| publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
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| series | Mana |
| spelling | doaj-art-8eb36c3ef4c44b5798476df426593f6a2025-08-20T03:45:07ZengUniversidade Federal do Rio de JaneiroMana1678-49442025-08-0131110.1590/1678-49442025v31n1e2025005.ptEnterrar umbigos, botar roças e fazer casas: memórias da construção de territórios quilombolas às margens do Velho ChicoFlorisvaldo Rodrigues da Silvahttps://orcid.org/0009-0004-4369-226XShirley Pimentel de Souzahttps://orcid.org/0000-0001-8031-906XResumo Este texto trata de uma experiência de escrita compartilhada entre duas pessoas quilombolas do território Velho Chico, na Bahia, que são de comunidades e gerações diferentes, mas com memórias coletivas comuns de mobilidades, agenciamentos, construção de parentescos e de territorialidades a partir das vivências de pessoas negras, pescadoras, lavradoras e quilombolas às margens do rio São Francisco. Nós falamos a partir das ilhas e dos barrancos do rio, das comunidades de Araçá/Cariacá e de Pedra Negra da Extrema, além do Movimento Quilombola do estado da Bahia, apontando para uma reflexão sobre a diversidade dos modos de construção de territórios de liberdade pelas comunidades quilombolas. O argumento aqui apresentado é o de que os processos de construção de alianças e compadrios, os deslocamentos forçados ou planejados no território, o ato de botar roças nas ilhas e vazantes, de fazer casas e de enterrar umbigos são constituintes de uma identidade e modos de vida quilombolas no território Velho Chico. Para nós, contar essas histórias é uma forma de manter viva as nossas existências e agenciamentos, além de mostrar a busca constante por um território onde possamos viver sossegados.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132025000100204&lng=pt&tlng=ptPertencimentoQuilomboIdentidade quilombola |
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