Treinamento sobre ginecologia pediátrica e adolescente na prática dos residentes em ginecologia e obstetrícia

RESUMO Introdução: A presença de crianças e adolescentes tem sido uma situação cada vez mais frequente nos consultórios dos médicos ginecologistas, e destaca-se que o atendimento dessas faixas etárias é muito diferente do atendimento de mulheres adultas. Assim, os profissionais precisam estar prep...

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Main Authors: Vitória Kfuri Pereira Rosa, Ana Gabriela Álvares Travassos, Márcia Sacramento Cunha Machado
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Associção Brasileira de Educação Médica 2025-04-01
Series:Revista Brasileira de Educação Médica
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022025000200204&lng=pt&tlng=pt
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Summary:RESUMO Introdução: A presença de crianças e adolescentes tem sido uma situação cada vez mais frequente nos consultórios dos médicos ginecologistas, e destaca-se que o atendimento dessas faixas etárias é muito diferente do atendimento de mulheres adultas. Assim, os profissionais precisam estar preparados para esse tipo de situação não só com conhecimento técnico específico, como também devem conhecer as leis que regulamentam a assistência a menores e as particularidades éticas do atendimento a essa população. Contudo, muitas vezes essa capacitação não ocorre na faculdade de Medicina nem na residência médica. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar o treinamento em ginecologia pediátrica e adolescente (PAG) durante a residência médica em ginecologia e obstetrícia em um estado do Nordeste brasileiro. Método: Trata-se de um estudo observacional transversal, do qual participaram 51 residentes em ginecologia e obstetrícia de oito instituições do estado da Bahia, por meio de aplicação de questionário online que avaliou os seguintes aspectos: conhecimento técnico-teórico e ético sobre PAG, autopercepção sobre conforto, confiança e competência no cuidado de crianças e adolescentes e acesso a conteúdo teórico e prático relacionado à PAG na instituição da residência médica. Resultado: A maior parcela já atendeu crianças e adolescentes na residência (78,4%), mas não havia ambulatório específico (86,3%), nem exposição anual em PAG na maioria das instituições (86,3%). Para a maior parte, a PAG foi assunto na residência menos de cinco vezes (70,6%), seguido por nunca (23,5%). Sobre a PAG, majoritariamente, consideraram o tempo destinado insuficiente (90,2%), gostariam de mais treinamento (96,1%) e afirmaram que desejam incluir na prática como especialista (66,7%). Por fim, em relação ao preparo, ao conforto e à confiança autopercebidos, o nível referido, na maioria das questões sobre crianças, foi entre 2 e 3, já sobre adolescentes o nível foi 4, em escala de Likert. A maioria acertou as questões de conhecimento específico. Conclusão: Embora grande parte tenha demonstrado conhecimento teórico e ético em PAG, os residentes em sua maioria têm pouco treinamento teórico-prático em PAG, sentem-se muitas vezes despreparados, desconfortáveis e pouco confiantes para lidar especialmente com crianças, assim gostariam de mais treinamento em PAG em seus locais de especialização.
ISSN:1981-5271