AS ORIGENS DA PROFISSÃO DOCENTE NA FRANÇA. OS PROFESSORES DOS COLÉGIOS PARISIENSES SOB O ANTIGO REGIME (EM TORNO DE 1660 E 1793)

O estudo aborda os elementos que explicam a profissionalização docente, no espaço raramente estudado da Universidade de Paris, muito diferente daquele das congregações dos jesuítas ou oratorianos. Os professores seculares3 parisienses partilham um estatuto universitário antigo e protetor (eles são i...

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Main Author: Boris Noguès
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Uberlândia 2012-03-01
Series:Cadernos de História da Educação
Online Access:http://www.seer.ufu.br/index.php/che/article/view/14616
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description O estudo aborda os elementos que explicam a profissionalização docente, no espaço raramente estudado da Universidade de Paris, muito diferente daquele das congregações dos jesuítas ou oratorianos. Os professores seculares3 parisienses partilham um estatuto universitário antigo e protetor (eles são irremovíveis e independentes do superior do estabelecimento) e de hábitos comuns, que nutrem uma identidade corporativa forte. Eles se beneficiam, a partir de 1719 de salários regulares e confortáveis (mais de 2000 livres em 1789) pagos pelo Estado. A duração da carreira de professor se prolonga e o ensino não é mais uma atividade provisória. Consta-se que no século XVIII as carreiras que duram vinte ou trinta anos são frequentes. Esta atividade não é mais reservada aos estudantes em fim de curso que procuram obter um beneficio eclesiástico. Estes professores, cada vez mais numerosos, detêm o grau de telologia (15% somente) e recebem uma ordem sagrada (30%), o que mostra que a laicização do grupo começa desde o século XVIII, mesmo que estando longe de acabar. Mas essas evoluções não são acompanhadas de uma renovação curricular, dos conteúdos ensinados ou de posições ideológicas dos professores. Estes homens continuam a escrever as poesias em latim ou panegíricos em benefício dos grandes aristocratas, sem se interessar pelo desenvolvimento das ciências novas. Considerado como conservador, esse grupo é então muito criticado pelos filósofo das Luzes. Ele é suprimido durante a Revolução francesa. Portanto, sua organização serve de modelo à refundação do ensino secundário realizada por Napoleção I, no início do século XIX, e muitas das características próprias aos professores parisienses ainda se encontram entre os professores franceses contemporâneos.
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