Evolução do relato de dor dentária entre escolares brasileiros:

Objetivo: Descrever a distribuição da presença de dor dentária entre escolares brasileiros. Materiais e Métodos: Estudo observacional transversal com dados das edições de 2015 e 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. A prevalência de dor dentária nos seis meses anteriores aos inquéritos e s...

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Main Authors: Aline de Farias Milech, Camila Oliveira de Oliveira, Camilly da Silva Zaions, Helena Caetano Morale de Oliveira, Isabelly Santos Lima, Luisa Roloff Conceição, Luiz Eduardo Hansen da Silveira, Manuela de Azevedo Aldrigui, Mileica Cristiane Bobsin da Silva, Sarah Arangurem Karam, Luciana Dalsochio
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia 2024-07-01
Series:Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre
Subjects:
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/RevistadaFaculdadeOdontologia/article/view/136767
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Summary:Objetivo: Descrever a distribuição da presença de dor dentária entre escolares brasileiros. Materiais e Métodos: Estudo observacional transversal com dados das edições de 2015 e 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. A prevalência de dor dentária nos seis meses anteriores aos inquéritos e seus respectivos Intervalos de Confiança (IC95%) foram estimados e estratificados de acordo com as características sociodemográficas e comportamentais. As variáveis foram comparadas entre os dois inquéritos considerando a presença ou ausência de sobreposição entre os IC95%. Resultados: Foi observada redução na prevalência de dor dentária entre os levantamentos de 2015 e 2019 (23,5% [IC95% 22,1-24,9] vs. 21,2% [IC95% 21,0-21,5]). As maiores prevalência de dor dentária foram observadas entre estudantes do sexo feminino (IC95% 24,4-28,0 vs. IC95% 23,4-24,3), com 16 ou 17 anos de idade (IC95% 21,5-25,6 vs. IC95% 23,2-24,4), com cor da pele autodeclarada preta (IC95% 25,7-34,4 vs. IC95% 23,0-24,8), filhos de mães sem escolaridade ou com ensino fundamental incompleto (IC95% 24,5-29,6 vs. IC95% 24,9-26,4), estudantes de escolas públicas (IC95% 23,1-26,1 vs. IC95% 23,0-28,9) e que declararam escovar os dentes nenhuma ou uma vez ao dia (IC95% 24,7-33,8 vs. IC95% 26,6-29,2). Discussão: Um contexto socioeconômico mais baixo, incluindo a renda familiar e a escolaridade materna, influenciam hábitos e comportamentos, causando impactos negativos na saúde bucal e na rotina de adolescentes brasileiros. Conclusão: Apesar da prevalência de dor dentária apresentar uma discreta diminuição entre as edições de 2015 e 2019, adolescentes em situação de vulnerabilidade permanecem sendo os grupos mais acometidos por dor dentária.
ISSN:0566-1854
2177-0018