VIOLÊNCIA LENTA SOBRE AS POPULAÇÕES URBANO-RIBEIRINHAS: O CASO DO CÓRREGO DO LEITÃO EM BELO HORIZONTE-MG (1894-1975)

O artigo analisa, a partir do conceito de “violência lenta” de Rob Nixon, alguns dos processos que levaram à expulsão da população ribeirinha do vale do córrego do Leitão, em Belo Horizonte, entre os anos de 1894 e 1975. A inserção do curso d’água no traçado planejado da cidade, ocorrida ao longo do...

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Main Authors: Alessandro Borsagli, Brenda Melo Bernardes, Amaro Sérgio Marques
Format: Article
Language:English
Published: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social - Universidade Estadual de Montes Claros 2024-12-01
Series:Revista Desenvolvimento Social
Subjects:
Online Access:https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/rds/article/view/8700
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Description
Summary:O artigo analisa, a partir do conceito de “violência lenta” de Rob Nixon, alguns dos processos que levaram à expulsão da população ribeirinha do vale do córrego do Leitão, em Belo Horizonte, entre os anos de 1894 e 1975. A inserção do curso d’água no traçado planejado da cidade, ocorrida ao longo do processo de evolução urbana da capital de Minas Gerais ocasionou não só a retirada dos moradores das terras fluviais, mas também acarretou em uma profunda alteração paisagística e ecossistêmica, onde a imprensa e o poder público tiveram grande importância nas estratégias de convencimento social para a realização das intervenções. Sob a perspectiva da violência lenta, observa-se que a má gestão ambiental e a ruptura forçada entre a população e o curso d’água a partir de valores impostos à sociedade ao longo do século XX contribuíram para o apagamento de parte das memórias das populações que habitavam o vale, antes dos processos que acarretaram em sua expulsão, sendo que na atualidade as terras do vale se encontram entre as mais valorizadas da cidade de Belo Horizonte.
ISSN:1982-8608
2179-6807