Parasitismo de gênero, interculturalidade e representações da Deusa Iansã no Brasil

Este texto analisa como mulheres em contextos de vulnerabilidade, especialmente durante a pandemia de Covid-19, alcançam empoderamento por meio das religiões de matriz africana, com foco no Candomblé e na Umbanda. Fundamentado na filosofia intercultural e na perspectiva exusíaca, o artigo destaca c...

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Main Authors: Jaciely Soares da Silva, Angela Cristina Borges Marques
Format: Article
Language:English
Published: Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia 2025-05-01
Series:Perspectiva Teológica
Online Access:https://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/perspectiva/article/view/5805
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Summary:Este texto analisa como mulheres em contextos de vulnerabilidade, especialmente durante a pandemia de Covid-19, alcançam empoderamento por meio das religiões de matriz africana, com foco no Candomblé e na Umbanda. Fundamentado na filosofia intercultural e na perspectiva exusíaca, o artigo destaca como essas práticas religiosas funcionam como espaços de resistência e cura, acolhendo mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade social. O texto expande o conceito de “parasitismo social”, introduzido por Manoel Bomfim (1993), para incluir questões de gênero, refletindo sobre as desigualdades estruturais entre homens e mulheres. A figura de Iansã é central para compreender como essas religiões ajudam as mulheres a lidarem com adversidades, promovendo fortalecimento cultural e coletivo. O artigo faz a argumentação de que as religiões afro-brasileiras não só curam, mas também resgatam práticas culturais apagadas pelo colonialismo. PALAVRAS-CHAVE: Religiões de Matriz Africana. Candomblé e Umbanda. Parasitismo social. Iansã. Interculturalidade.
ISSN:0102-4469
2176-8757