O uso do RPG como proposta didático-pedagógica para trabalhar o atraso de linguagem infantil

O Role-Playing Game (RPG), traduzido como “jogo de interpretação de personagens”, visa a interpretação de personagens em meio a um cenário preestabelecido, estimulando a criatividade e motivando o desenvolvimento cognitivo e linguístico de seus jogadores, por se tratar de um jogo que necessita do c...

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Main Authors: Brayna Conceição dos Santos Cardoso, Kethellen Monise Rocha Lima
Format: Article
Language:English
Published: Associação Brasileira de Linguística 2025-02-01
Series:Cadernos de Linguística
Subjects:
Online Access:https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/741
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Description
Summary:O Role-Playing Game (RPG), traduzido como “jogo de interpretação de personagens”, visa a interpretação de personagens em meio a um cenário preestabelecido, estimulando a criatividade e motivando o desenvolvimento cognitivo e linguístico de seus jogadores, por se tratar de um jogo que necessita do cumprimento de regras e da interação entre os participantes. Desta feita, pensou-se no uso do RPG como proposta didático-pedagógica a ser usada em prol ao desenvolvimento linguístico infantil e para se trabalhar o Atraso do Desenvolvimento da Linguagem Infantil (ADL), uma vez que este atraso afeta o desenvolvimento linguístico e cognitivo das crianças, visto que o ADL é considerado como uma disfunção diretamente relacionada à aquisição e desenvolvimento linguístico da criança, englobando o desenvolvimento progressivo tido como ideal para cada idade da criança, evolução de seus domínios linguísticos, capacidade cognitiva, aquisição de fonemas específicos para cada idade, entre outros fatores. O jogo foi elaborado para crianças com idades entre 4 e 5 anos, visando combater o atraso da linguagem infantil, incentivar a criatividade e a imaginação das crianças, assim como desenvolver aspectos ligados à sua cognição, que influenciam diretamente nos aspectos de linguagem, objetivando aguçar o processo de criação de narrativas, as quais são elaboradas valendo-se da memória e sequenciação de fatos que são socializados entre os jogadores. Para realização deste artigo, buscou-se suporte teórico-metodológico nas concepções de Vygotsky (1993); Del Ré (2006); Scarpa (2001); Koch e Cunha-Lima (2007); Pilati (2017); Lucena e Sabini (2005). Para assim poder elaborar o jogo pedagógico, de acordo com a necessidade socioescolar das crianças, visando o fomento da interação social, a maturação dos elementos linguísticos, por meio de jogos ludopedagógicos, e proporcionando possibilidades práticas aos profissionais da área para se trabalhar a dinâmica do ensino-aprendizagem no processo de aquisição da linguagem.
ISSN:2675-4916