A Filoxera no concelho de Vila Nova de Ourém – 1882-1900

Na segunda metade do século XIX, a Europa vitícola foi assolada pela praga filoxérica. O vinhedo português não escapou aos filoxeras que, numa primeira fase, começaram por devastar a região duriense. A partir da década de 1880, a região da Estremadura e o restante território português foram afetado...

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Bibliographic Details
Main Author: Fábio Emanuel Oliveira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Coimbra University Press 2025-07-01
Series:Revista Portuguesa de História
Subjects:
Online Access:https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/15705
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Description
Summary:Na segunda metade do século XIX, a Europa vitícola foi assolada pela praga filoxérica. O vinhedo português não escapou aos filoxeras que, numa primeira fase, começaram por devastar a região duriense. A partir da década de 1880, a região da Estremadura e o restante território português foram afetados por este inseto. O concelho de Vila Nova de Ourém foi o primeiro do distrito de Santarém a manifestar a sua presença, detetada na Quinta da Motta, propriedade de António de Sousa e Alvim, e rapidamente proliferou pela restante área administrativa. Numa análise preliminar, apreende-se que as condições geológicas fomentaram a rápida disseminação do inseto aliado ao alheamento da maioria dos viticultores na tomada de providências para o combate à praga. Depois de dois anos de experiências com sulfureto de carbono, a plantação de videiras em porta-enxertos americanos revelou-se a mais proveitosa para solucionar o problema. A produção vinícola diminuiu consideravelmente ao ponto de o concelho ter de importar vinho para o seu consumo. Porém, a praga incrementou a adoção de novas práticas vitícolas pelos viticultores oureenses.
ISSN:0870-4147
2183-3796