Dinâmica populacional e manejo integrado de pragas
Você já se perguntou em que os estudos de flutuação populacional são importantes no manejo integrado de pragas? Na verdade estes estudos são importantíssimos, pois fornecem a informação fundamental de quando e em que intensidade determinado organismo nocivo pode surgir nas lavouras. Isto orienta...
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| Main Author: | |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Selva Andina Research Society
2024-11-01
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| Series: | Journal of the Selva Andina Biosphere |
| Online Access: | http://www.scielo.org.bo/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2308-38592024000200042&lng=es&nrm=iso&tlng=pt |
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| Summary: | Você já se perguntou em que os estudos de flutuação populacional são importantes no manejo integrado de pragas?
Na verdade estes estudos são importantíssimos, pois fornecem a informação fundamental de quando e em que intensidade determinado organismo nocivo pode surgir nas lavouras. Isto orienta a tomada de decisão pelo controle para o momento mais propício, resultando num melhor manejo de pragas.
Apesar das flutuações populacionais serem obtidas num local determinado, elas tem grande chance de apresentarem as mesmas tendências em outros locais que tenham condições ambientais semelhantes ao do local de estudo. Assim é possível fazer as extrapolações a partir dos estudos locais.
Vejamos o exemplo da bicheira-da-raiz. Na figura abaixo é apresentada a flutuação populacional de adultos e larvas do inseto, obtidas na Estação Experimental de Itajaí, mediante monitoramento com armadilhas luminosas e contagem de larvas nas plantas. A linha da flutuação populacional de adultos (azul) representa a média do período 2007/08 a 2012/13 (seis safras). A linha de larvas (vermelha) é de um estudo feito na safra 1979/80.
Observem que temos dois momentos de intensa coleta de adultos. O primeiro está por volta de meados de outubro e reflete a movimentação de adultos dos locais de hibernação para as lavouras (visto que a armadilha luminosa captura insetos que estão voando pelo local). O segundo momento é entre o início de janeiro e o início de fevereiro e reflete a movimentação de adultos das lavouras para os locais de hibernação. O momento de maior ocorrência de larvas vai do início de novembro a meados de dezembro e coincide com a redução da ocorrência de adultos.
O que nos dizem esses momentos? Primeiro, que até o início de outubro teremos pouca chance de ter lavouras infestadas por bicheira-da-raiz. A saída dos adultos dos locais de hibernação não depende de ter lavouras plantadas. Depende sim do fotoperíodo e da temperatura e também da pressão atmosférica, cujos limiares só são atingidos em meados de outubro. Desta forma, não se justifica aplicar inseticidas para controle da bicheira-da-raiz antes do meados de outubro. Também não adianta empregar tratamento de sementes para as semeaduras anteriores a meados de setembro, pois não haverá mais residual do produto quando do início da incidência de larvas. |
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| ISSN: | 2308-3867 2308-3859 |