Intervenções na prevenção da recidiva da úlcera venosa: Revisão Sistemática

Introdução As úlceras venosas afetam até 3% da população global, com um elevado impacto económico e na qualidade de vida.1,2 Este contexto é exacerbado pelas suas taxas de recidiva, que atingem os 70% aos 12 meses após cicatrização.1 Estes ciclos de cicatrização e recidiva, não são interrompidos pe...

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Main Authors: Filipe Gomes, Maria Adriana Henriques, Cristina Baixinho
Format: Article
Language:English
Published: Nursing Research, Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR) of the Nursing School of Lisbon (ESEL) 2025-06-01
Series:Pensar Enfermagem
Subjects:
Online Access:https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/358
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Description
Summary:Introdução As úlceras venosas afetam até 3% da população global, com um elevado impacto económico e na qualidade de vida.1,2 Este contexto é exacerbado pelas suas taxas de recidiva, que atingem os 70% aos 12 meses após cicatrização.1 Estes ciclos de cicatrização e recidiva, não são interrompidos pelas atividades de autocuidado recomendadas e direcionadas à sua prevenção. A sua recidiva está associada à cronicidade dos seus fatores de risco3; ao baixo nível de autocuidado e autoeficácia e por um desconhecimento sobre a etiologia da úlcera venosa.2 Objetivo Identificar as intervenções promotoras da adesão ao autocuidado para a prevenção da recidiva da úlcera venosa. Métodos Realizada Revisão Sistemática de Literatura, com pesquisa, em agosto de 2022, via EBSCO, nas bases de dados CHINAL Complete, MEDLINE Complete, Cochrane Database of Systematic Reviews; Scopus e Web of Science. Incluíram-se estudos randomizados ou revisões sistemáticas de literatura. Resultados Identificados 99 estudos, incluídos 4 estudos que cumpriram os respetivos critérios, sendo 2 RCT e 2 RSL. Nenhum dos estudos incide na efetividade da globalidade das intervenções que promovem o autocuidado que vise a prevenção da recidiva da úlcera venosa como um todo (outcome principal). Os 4 estudos incluídos incidiam na avaliação de um ou mais intervenções, mas de um modo isolado (outcome secundário). Na utilização da compressão, as maiores classes representam uma menor adesão, mas uma maior efetividade na prevenção da recidiva (outcome secundário). A utilização de folhetos educacionais influencia o conhecimento sobre a importância da utilização da compressão e da elevação dos membros. O uso de vídeo também surge como uma estratégia educacional promotora da adesão ao autocuidado. Conclusão Destaca-se o desconhecimento sobre a eficácia dos programas/intervenções que se centram na prevenção como um todo. Diferentes metodologias educativas aparentam ser importantes para aumentar o conhecimento sobre a etiologia da recidiva e à implementação das medidas de prevenção.
ISSN:0873-8904
1647-5526