Desempenho da criação da ostra de mangue Crassostrea sp. a partir da fase juvenil, em sistema suspenso, no estuário de Cananéia e no mar de Ubatuba (SP, Brasil)
O objetivo deste estudo, realizado entre dezembro de 2002 e dezembro de 2003, foi avaliar o desempenho da criação da ostra do mangue Crassostrea sp. a partir da fase juvenil, em sistema suspenso flutuante, na zona infralitoral das regiões de Cananéia e Ubatuba. Os juvenis, obtidos por meio de colet...
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| Published: |
Instituto de Pesca
2018-11-01
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| Series: | Boletim do Instituto de Pesca |
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O objetivo deste estudo, realizado entre dezembro de 2002 e dezembro de 2003, foi avaliar o desempenho da criação da ostra do mangue Crassostrea sp. a partir da fase juvenil, em sistema suspenso flutuante, na zona infralitoral das regiões de Cananéia e Ubatuba. Os juvenis, obtidos por meio de coletores artificiais, foram distribuídos em lanternas de 8 mm entrenós nas densidades de 150, 300 e 450 sementes piso-1, em Cananéia, e na densidade de 300 sementes piso-1, em Ubatuba. Após três meses, em Cananéia, as ostras apresentaram altura média de 28,1; 29,1 e 28,3 mm e sobrevivência de 19,7; 27,7 e 22,5% para as três densidades, respectivamente. Em Ubatuba, as ostras atingiram altura média de 27,4 mm e sobrevivência de 74,8%. Numa segunda etapa, as ostras foram, em Ubatuba, redistribuídas em lanternas de 15 mm entrenós na densidade de 120 ostras piso-1 e atingiram, após três meses, cerca de 35,0 mm, com sobrevivência de 48,0%. Estes dados mostraram que o crescimento em lanternas na infralitoral, na fase inicial do cultivo, foi superior ao método tradicional de cultivo em tabuleiros entremarés, que requer cerca de oito meses para obtenção de ostras selecionadas com 25 mm, indicando que é possível obter, após 6 meses, no sistema de cultivo em lanternas, ostras selecionadas com até 35 mm. A redução do tempo de criação na zona infralitoral concorrerá para estimular a atividade, inibindo o aumento do extrativismo da ostra, que pode provocar sua sobre-explotação.
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| institution | Kabale University |
| issn | 1678-2305 |
| language | English |
| publishDate | 2018-11-01 |
| publisher | Instituto de Pesca |
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| series | Boletim do Instituto de Pesca |
| spelling | doaj-art-7879d3f6b8684d4dbb353239fb6a10362025-08-20T03:35:12ZengInstituto de PescaBoletim do Instituto de Pesca1678-23052018-11-01353Desempenho da criação da ostra de mangue Crassostrea sp. a partir da fase juvenil, em sistema suspenso, no estuário de Cananéia e no mar de Ubatuba (SP, Brasil)Márcia Santos Nunes GALVÃO0Orlando Martins PEREIRA1Ingrid Cabral MACHADO2Celina Maria Marcondes PIMENTEL3Marcelo Barbosa HENRIQUES4Pesquisador Científico - Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho - APTA - SAAPesquisador Científico - Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho - APTA - SAAPesquisador Científico - Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho - APTA - SAAPesquisador Científico - Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho - APTA - SAAPesquisador Científico - Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho - APTA - SAA O objetivo deste estudo, realizado entre dezembro de 2002 e dezembro de 2003, foi avaliar o desempenho da criação da ostra do mangue Crassostrea sp. a partir da fase juvenil, em sistema suspenso flutuante, na zona infralitoral das regiões de Cananéia e Ubatuba. Os juvenis, obtidos por meio de coletores artificiais, foram distribuídos em lanternas de 8 mm entrenós nas densidades de 150, 300 e 450 sementes piso-1, em Cananéia, e na densidade de 300 sementes piso-1, em Ubatuba. Após três meses, em Cananéia, as ostras apresentaram altura média de 28,1; 29,1 e 28,3 mm e sobrevivência de 19,7; 27,7 e 22,5% para as três densidades, respectivamente. Em Ubatuba, as ostras atingiram altura média de 27,4 mm e sobrevivência de 74,8%. Numa segunda etapa, as ostras foram, em Ubatuba, redistribuídas em lanternas de 15 mm entrenós na densidade de 120 ostras piso-1 e atingiram, após três meses, cerca de 35,0 mm, com sobrevivência de 48,0%. Estes dados mostraram que o crescimento em lanternas na infralitoral, na fase inicial do cultivo, foi superior ao método tradicional de cultivo em tabuleiros entremarés, que requer cerca de oito meses para obtenção de ostras selecionadas com 25 mm, indicando que é possível obter, após 6 meses, no sistema de cultivo em lanternas, ostras selecionadas com até 35 mm. A redução do tempo de criação na zona infralitoral concorrerá para estimular a atividade, inibindo o aumento do extrativismo da ostra, que pode provocar sua sobre-explotação. https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/869ostra do mangueCrassostrea sp.juvenislanternascrescimentoinfralitoral |
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